MODELO TURCA CONDENADA

A modelo turca Merve Büyüksarac foi condenada a 14 meses de cadeia, com pena suspensa, por ter insultado publicamente o presidente do país Recep Tayyip Erdogan nas redes sociais.

A publicação no jornal turco Milliyet revela que a Miss Turquia 2006 publicou no seu perfil no Instagram um poema a satirizar Erdogan, intitulado “O Poema do Chefe”, que foi considerado pelos advogados do chefe de Estado como “um ataque aos direitos individuais” do seu cliente.

A justiça concordou com a posição dos advogados e condenou a jovem a pena suspensa de um ano, dois meses e 17 dias de prisão por ter publicado um link para o site da revista Uykusuz, que tinha publicado a paródia ao hino nacional.

No julgamento, a modelo de 26 anos negou ter tido intenção difamatória: “Não recordo exatamente o conteúdo que partilhei na minha conta de Instagram. Contudo, posso ter retirado excertos do Twitter, outros sites de social media ou da revista satírica de cartoons Uykusuz. Não adaptei pessoalmente o poema intitulado ‘O Poema do Chefe’. Partilhei-o porque para mim era engraçado. Não quis insultar Recep Tayyip Erdogan”.

“Como o requerente no processo é o chefe de Estado, o caso não pode ser considerado como violação de limites da crítica pessoal”, disse o advogado da modelo, Ali Deniz Ceylan. “Na opinião da defesa, a publicação da minha cliente deve ser considerada política, pelo que ela deve ser absolvida”.

Anteriormente, o ministro da justiça da Turquia Bekir Bozdag informou que 1.845 cidadãos do país estariam a ser investigados por ter insultado o líder nacional. Se forem declarados culpados, podem ser condenados a multa ou privação de liberdade de um a quatro anos.

A oposição acusa as autoridades de usarem o sistema judicial para levar a cabo represálias contra quem não concorda com as políticas do presidente.

Em Abril, a “extrema sensibilidade” do líder turco provocou um escândalo internacional, quando o jornalista alemão Jan Boehmermann leu um poema sobre Erdogan num programa do canal da televisão ZDF.

A obra atribuía ao chefe de Estado, de forma irónica, a prática de crimes contra minorias étnicas e a oposição, além de alusões sexuais. Em resposta, Ancara apresentou a Berlim uma nota de protesto exigindo a condenação do jornalista.

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