Uma carta aberta endereçada ao presidente da autarquia portuense, Pedro Duarte, pede a concretização urgente de uma reunião sobre o impacto do TGV em Campanhã. Em causa está a previsão de demolição de quatro dezenas de casas no traçado que unirá Porto e Lisboa, com os cidadãos a exigirem o envolvimento direto do município na defesa da comunidade.
Os moradores de Campanhã, em articulação com o movimento Vida Justa e a associação cívica A Soalheira, dirigiram uma carta aberta ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, solicitando a sua intervenção direta junto dos promotores da linha de alta velocidade ferroviária. A iniciativa visa obter esclarecimentos urgentes sobre o impacto das expropriações e o calendário das demolições planeadas.
Segundo o projeto do traçado de alta velocidade destinado a ligar o Porto e Lisboa em cerca de uma hora e quinze minutos, está prevista a afetação de quarenta e quatro habitações, sete unidades de atividade económica e três edifícios de outras finalidades. Os coletivos sociais recordam que Pedro Duarte se disponibilizou, numa reunião pública do executivo a 8 de setembro, a reunir com a comunidade, pedindo agora a sua calendarização imediata.
As associações alertam para a angústia sentida pelos cidadãos e exigem garantias formais de soluções de realojamento condigno no próprio município antes de quaisquer intervenções destrutivas. O grupo reclama que a autarquia assuma um papel ativo de mediação perante as tutelas governamentais e a operadora responsável pela infraestrutura para proteger as famílias vulneráveis.

