O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, interveio esta quarta-feira no plenário da Assembleia da República, num debate de atualidade requerido pelo PCP. O governante revelou que cerca de seis mil professores apresentaram baixa médica ou serviço moderado e detalhou a distribuição dos horários preenchidos nas escolas.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, compareceu esta quarta-feira no Parlamento para responder a um debate de atualidade promovido pelo Partido Comunista Português sobre o arranque do ano letivo. Durante a sua intervenção inicial, o governante apresentou dados oficiais sobre a colocação de pessoal docente, revelando que foram preenchidos doze mil cento e quarenta e sete horários desde o dia vinte e oito de agosto nas várias escolas do país.
O governante assinalou que cerca de metade dos pedidos de horários rececionados pelos serviços até à véspera do debate decorreram de situações de baixa médica ou de serviços moderados, abrangendo um universo de sensivelmente seis mil professores. Fernando Alexandre indicou ainda que dois mil e vinte e nove horários continuam sem docente atribuído, localizando-se cinquenta e seis por cento dessas carências em estabelecimentos escolares da Área Metropolitana de Lisboa e da Península de Setúbal.
No que respeita aos estudantes que aguardam vaga em estabelecimentos públicos, o ministro sublinhou que a situação decorre em larga medida de candidaturas submetidas para além do calendário regulamentar. Segundo os dados divulgados no hemiciclo, deram entrada centenas de novas inscrições nos primeiros dias da semana, tendo mais de oitenta por cento das situações pendentes sido solucionadas pelos serviços da tutela.

