Portugal vai desempenhar um papel de liderança num novo projeto europeu para a deteção precoce do cancro do ovário, o mais letal dos cancros ginecológicos. O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que anunciou a iniciativa esta segunda-feira, irá coordenar toda a parte clínica do projeto e receberá 1,3 milhões de euros para validar novas e promissoras ferramentas de diagnóstico.
Lançado em Atenas, o projeto reúne 28 parceiros de 12 países e tem um orçamento global de 13,2 milhões de euros, financiado por fundos comunitários. O objetivo, segundo o IPO, é “fechar as lacunas hoje existentes na abordagem ao cancro de ovário hereditário”, através de uma avaliação de risco mais avançada e de novas estratégias de deteção.
A necessidade de novas ferramentas é urgente. Em Portugal, são diagnosticados cerca de 570 novos casos de cancro do ovário por ano, a maioria já em estádios avançados, o que resulta em baixas taxas de sobrevivência. “A deteção tardia […] continua a ser um obstáculo”, assinala o IPO.
O nosso país será um dos cinco centros europeus onde serão validadas as novas tecnologias de deteção, descritas como “altamente precisas e fáceis de usar”. A diretora de Oncologia Médica do IPO e coordenadora clínica do projeto, Fátima Vaz, destacou que a iniciativa é “vital” para avaliar e generalizar o acesso a métodos de diagnóstico precoce para mulheres em risco.
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