Os portugueses gastaram no ano passado mais de 1,8 mil milhões de euros (150 milhões/mês) em serviços de televisão por subscrição, uma subida de 8,5% em relação a 2015, revela um estudo da Autoridade Nacional de Telecomunicações (Anacom).
Deste valor, a maior parte das receitas das operadoras (1622 milhões) foi obtida com a venda do acesso aos canais de cabo dentro de pacotes de telecomunicações. De acordo com a Anacom, a despesa média mensal dos clientes que subscrevem pacotes atingiu os 42,2 euros, mais um euro do que no período homólogo.
No total, no final do ano passado, existiam em Portugal 3,673 milhões de clientes de TV paga (dos quais 3,322 integrados em pacotes), o que significa uma subida de 145 mil subscritores em relação a dezembro de 2015. Assim, e de acordo com a Anacom, a penetração da televisão paga é de “90 assinantes por cada 100 famílias clássicas”.
De referir ainda que pela primeira vez o número de lares que dispõem de televisão através de fibra ótica superou um milhão. Apesar disso, o cabo, com 1,347 milhões de subscritores, ainda é a tecnologia mais utilizada. Já a subscrição dos chamados canais premium (seja de desporto, ficção, ou para adultos) diminuiu para apenas 15,3% do total dos clientes, uma queda de 3,3 pontos percentuais. Nas operadoras, a NOS manteve a liderança, com 43,5% de quota de mercado, sendo seguida pela MEO (38,9%), Vodafone (12,8%) e Nowo (4,7%).

