Os trabalhadores do matadouro do Cachão, em Mirandela, agendaram uma greve para os dias 27 e 28 de agosto. Segundo o sindicato SINTAB, a paralisação decorre de atrasos nos pagamentos e falta de informação sobre o processo de insolvência que afeta a unidade gerida por autarquias locais.
Os trabalhadores do matadouro do Cachão, no concelho de Mirandela, decidiram avançar para uma greve de dois dias, marcada para 27 e 28 de agosto. A decisão, avançada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação e Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), surge como resposta a meses de atrasos nos pagamentos salariais e falta de transferência dos subsídios de férias.
O sindicato denuncia ainda a ausência de informação transparente sobre o processo de insolvência da unidade, que se encontra em curso desde o mês de abril. A estrutura sindical afirma que a paralisação é o último recurso face ao silêncio das entidades gestoras, as autarquias de Mirandela e Vila Flor, e à recusa de diálogo por parte do administrador de insolvência, que invocou o pedido de impugnação do processo judicial.
Por sua vez, o administrador da unidade, Michel Monteiro, refutou as acusações de dívidas salariais, asseverando que os ordenados foram pagos no início do mês. Relativamente ao subsídio de férias, o responsável confirmou um atraso, mas garantiu a sua regularização imediata. Monteiro sublinhou que a unidade opera com normalidade, embora o plano de recuperação entregue aos tribunais apenas venha a ser avaliado após o término das férias judiciais, em setembro.

