O grupo parlamentar do Chega formalizou esta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, a entrega de uma moção de censura ao XXV Governo Constitucional. O anúncio foi feito pelo líder partidário, André Ventura, que justificou a iniciativa com a recusa do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, em afastar o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O grupo parlamentar do Chega formalizou na Assembleia da República a entrega de uma moção de censura dirigida ao XXV Governo Constitucional, liderado por Luís Montenegro. A decisão foi comunicada pelo presidente do partido, André Ventura, durante uma conferência de imprensa realizada na sede partidária, em Lisboa.
Na fundamentação da iniciativa, André Ventura sustentou que a permanência de Luís Neves como titular da pasta da Administração Interna retira credibilidade ao ministério e compromete a autoridade do próprio Primeiro-Ministro. O partido tinha fixado o início de setembro como prazo para o afastamento do ministro, invocando controvérsias associadas às suas anteriores funções como diretor nacional da Polícia Judiciária.
Apesar da apresentação da moção, a sua viabilização afigura-se improvável, dado que a aprovação exige uma maioria absoluta de deputados. O Partido Socialista tem reiterado a recusa em acompanhar iniciativas deste teor promovidas pelo Chega. Por sua vez, Luís Montenegro mantém a confiança política no governante, tendo Luís Neves já afirmado a recusa em apresentar a demissão do cargo governativo.

