A instabilidade no Médio Oriente e a subida dos preços dos combustíveis estão a moldar o planeamento das férias de verão dos portugueses em 2026. Segundo especialistas do setor ouvidos pelo Jornal de Notícias, não se verifica uma retração na vontade de viajar, mas sim um ajuste comportamental.
Destinos na Europa, América do Sul e África ganham terreno como alternativas percebidas como mais seguras, em detrimento de rotas que envolvam o Médio Oriente ou escalas naquela geografia. Pedro Quintela, da Agência Abreu, e Miguel Quintas, da ANAV, confirmam que a procura se mantém consistente, embora marcada por uma maior sensibilidade ao orçamento e ao fator segurança.
O custo da aviação é o principal ponto de pressão, com o querosene a representar metade das despesas das viagens. A ANAV prevê aumentos de 10% nos serviços individuais e até 5% nos pacotes turísticos.
Apesar da inflação, 66% dos portugueses planeiam manter pelo menos uma viagem este verão, recorrendo à compra antecipada para mitigar a subida das tarifas. Rui Pinto Lopes, da Pinto Lopes Viagens, sublinha que o viajante nacional se tornou mais prudente, mas resiliente, optando por redistribuir as escolhas por destinos estáveis em vez de abdicar do período de lazer.
