A Proteção Civil de Itália elevou para 247 o número de mortos na sequência do forte sismo que devastou várias localidades no centro do país. Durante a noite ocorreram mais de 300 réplicas.
O anterior balanço oficial, facultado na noite de quarta-feira, apontava para 159 vítimas mortais.
Ocorrido na madrugada de quarta-feira, o terramoto de 6,0 de magnitude na escala de Richter fez 190 mortos em Amatrice e Accumoli, na região de Lácio, e 57 em Ascoli Piceno, na região de Marcas, figurando como um dos mais mortíferos dos últimos anos em Itália, segundo a Proteção Civil.
Desde o sismo, que teve epicentro quatro quilómetros de profundidade, a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia (região de Umbria), a terra não parou de tremer. Quarta-feira ao fim da manhã tinham sido registadas 160 réplicas. Durante a noite, houve mais de 300 réplicas. Segundo os dados do Instituto Italiano de Geofísica e Vulcanologia (INGV), a maior das réplicas registadas, de 4,5, ocorreu às 03.17 horas (02.17 horas em Portugal continental) e afetou a província de Rieti. Com magnitudes superiores a 2 foram também atingidos, entre outras, Perugia (2,9), Ascoli Piceno (2,6) e Aquila.
As equipas de salvamento e resgate trabalharam durante toda a noite nas localidades mais afetadas – Arquata del Tronto, Pescada del Tronto, Amatrice e Accumoli – em busca das dezenas de pessoas que se estimam que estejam debaixo de escombros. São mais de 880 bombeiros auxiliados por 43 cães.
Além das vítimas mortais, contabilizam-se 400 feridos e 2500 pessoas ficaram sem casa.
A situação mais dramática vive-se em Amatrice, município com aproximadamente dois mil habitantes mas que, durante os meses de verão duplica a sua população por causa dos turistas, onde prosseguem as operações de remoção dos escombros com todos os meios, em busca de sobreviventes, depois de o autarca da cidade, Sergio Pirozzi, ter garantido que havia centenas de desaparecidos.
O número de mortos vai ainda aumentar na localidade turística da região de Lácio, já que Sergio Pirozzi disse aos jornalistas que em Amatrice supera os 200, o que elevaria o balanço global facultado pela Proteção Civil italiana.
Centenas de pessoas afetadas pelo forte sismo passaram a noite em acampamentos criados pela Proteção Civil, que foram instalados em quatro áreas da zona.
Os 142 segundos que durou o terramoto foram suficientes para fazer praticamente desaparecer várias localidades das províncias de Rieti e de Ascoli Piceno, situadas sob a cordilheira dos Apeninos e a poucos quilómetros de Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzos, onde um sismo fez mais de 300 mortos em 2009.
LUSA

