As associações patronais representam 38% dos trabalhadores, sendo a que presença varia consoante o setor em que se inserem: é baixa no ramo da água e do tratamento de lixo (9%) e alta nas atividades financeiras e de seguros (76,2%). O relatório da OCDE, a que o “Jornal de Negócios” e o “Observador” tiveram acesso, refere que “ao mesmo tempo a representação dos empregadores é fraca”.
Segundo o documento, “as estimativas baseadas em dados administrativos (quadros de pessoal) sugerem que em média as organizações de empregadores em Portugal representam apenas 38% dos trabalhadores” e 17,9% das empresas.
“A taxa de sindicalização em Portugal fica apenas ligeiramente acima da média da OCDE (20,5% abaixo do que é observado nos países nórdicos”, dizem ainda os autores.
Deste relatório da OCDE consta a primeira avaliação às medidas laborais do programa de ajustamento cuja representatividade dos parceiros sociais foi posta em causa pelos credores, que se questionaram sobre o poder das associações patronais e sindicais em matéria de contratação coletiva.
A organização internacional adianta que, apesar das reformas postas em prática, o sistema de contratação coletiva em Portugal “continuou a enfrentar problemas de representação”. Em comunicado, o ministério do Trabalho assegurou que ainda não recebeu o relatório oficial da OCDE, para o qual se prevê a divulgação no próximo mês de janeiro.
FONTE: Jornal Económico

