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ENFERMEIROS AMEAÇAM COM GREVE AOS “PARTOS”

Os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica ameaçam voltar já este mês a interromper as funções especializadas por continuarem sem receber o suplemento remuneratório, o que pode afectar blocos de parto e maternidades.

Em comunicado hoje divulgado, a Associação Movimento Nacional dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica lembram que o pagamento do suplemento remuneratório para especialistas devia ter começado a ser pago em janeiro.

“Tal não aconteceu na data indicada, pelo que de boa-fé esperámos os primeiros três meses do ano (…). Informamos que, até ao processamento salarial de Abril, iremos manter o exercício de funções especializadas de enfermagem. Caso no mês indicado não se verifique a compensação assumida com os retroactivos devidos, iremos retomar novas medidas de contestação à semelhança do que aconteceu no passado”, indica a Associação.

O Governo comprometeu-se com o pagamento de um subsídio de 150 euros, com retroactivo a 01 de Janeiro, a todos os enfermeiros especialistas. Em Março no parlamento, o ministro da Saúde havia dito que o diploma que institui este subsídio sairia em breve.

No verão de 2017, enfermeiros especialistas de saúde materna bloquearam vários blocos de parto e maternidades do país, ao recusarem cumprir as funções especializadas pelas quais não são remunerados e cumprindo apenas serviço de enfermagem geral.

O protesto durou quase quatro meses e terminou em Outubro com a assinatura de um memorando entre sindicatos e Governo, no qual ficou estabelecido o reconhecimento dos enfermeiros especialistas, que passarão a ser considerados como tal na futura carreira de enfermagem.

O Governo comprometeu-se também na altura a criação o subsídio transitório de 150 euros mensais, até à revisão da carreira.

LUSA

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