Os ciberataques deixaram de ser apenas um problema técnico para se tornarem uma ameaça à saúde mental nas empresas portuguesas. Segundo o “Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025”, 68% dos colaboradores afetados por incidentes informáticos relatam impactos negativos no seu bem-estar, com o stress e o esgotamento profissional a liderarem as queixas.
O estudo revela que 41% dos trabalhadores sentem níveis elevados de stress e 33% admitem entrar em “burnout” após um ataque. A pressão é agravada pela frequência das ameaças: 54% das Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais foram alvo de pelo menos um ciberataque nos últimos 12 meses.
Apesar do cenário negro, há uma nuance positiva: em 33% dos casos, a resposta à crise acabou por reforçar a camaradagem entre as equipas. Ana Silva, da Hiscox, alerta que a cibersegurança exige agora estratégias que “aliem prevenção e uma cultura organizacional mais resiliente”.

