O Ministério Público e a Polícia Judiciária estão a investigar a Inspeção-Geral das Finanças (IGF), na sequência de uma série de queixas-crime apresentadas contra inspetores do principal organismo inspetivo do Estado. Em causa estão suspeitas de venda de informações confidenciais para o exterior, que estão a alimentar um clima de desconfiança entre inspetores, avança o “Jornal de Negócios”.
As queixas apresentadas pelo próprio inspetor-geral da IGF, Vítor Braz, surgem numa altura em que a entidade diz estar “a ser alvo de denúncias anónimas caluniosas e de outros crimes, com contornos de associação criminosa, todos em investigação pelo Ministério Público por iniciativa da própria IGF”.
Num email enviado ao “Jornal de Negócios”, a IGF refere que, em conjunto com a PJ, está “empenhada em ‘determinar a extensão da atividade criminosa’, desde os trabalhadores envolvidos às pesssoas e entidades externas a que possam estar associados”. Por enquanto, os alegados atos ilícitos praticados estão em segredo de justiça, dada a investigação em curso.


