Com o mandato a aproximar-se do fim, a Presidência da República de Marcelo Rebelo de Sousa tem sido objeto de várias análises e balanços. O Diário de Notícias e o Observador, entre outros, dedicam espaço à avaliação dos dez anos de Marcelo em Belém, destacando a sua singularidade na política portuguesa e a sua notável capacidade de empatia e comunicação com os cidadãos. O Presidente, que assumiu funções em março de 2016, caracterizou o seu percurso por uma proximidade constante à população e uma intervenção ativa, por vezes “levezinha”, mas sempre presente, nos momentos de crise.
O barómetro DN/Aximage revela que Marcelo Rebelo de Sousa conclui o seu mandato com uma avaliação maioritariamente positiva, exceto entre os eleitores do Chega, que lhe atribuem uma nota negativa. Esta polarização reflete as diferentes perceções sobre o papel do Presidente, especialmente no que toca à sua postura e intervenção no cenário político nacional, em particular face ao crescimento da extrema-direita.
No geral, o balanço da sua década em Belém aponta para um Presidente que soube abraçar o país, tornando-se uma figura incontornável e carismática na democracia portuguesa. A sua capacidade de comunicação e a forma como conseguiu manter a relevância da Presidência, mesmo em momentos de grande turbulência política e social, são frequentemente realçadas como os grandes legados do seu percurso.
