O movimento Via Estreita solicitou aos municípios de Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real a suspensão imediata das obras da ciclovia na antiga Linha do Corgo. A petição surge após a Assembleia da República ter aprovado recomendações para a reativação da via ferroviária.
O movimento Via Estreita apelou formalmente à suspensão imediata das obras da ciclovia que decorrem no antigo canal da Linha do Corgo. Num documento endereçado aos presidentes das câmaras de Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real, Daniel Conde sustenta que a recente votação na Assembleia da República torna o avanço da intervenção injustificável. Segundo o responsável, a aprovação de quatro recomendações para a reabertura da ferrovia constitui um sinal político inequívoco.
A decisão parlamentar de 17 de julho resultou de uma petição pública lançada no início de 2024, que reuniu mais de mil assinaturas. O movimento critica a postura das autarquias envolvidas, apontando uma alegada falta de apoio institucional durante o processo de recolha de assinaturas e contestando a opção técnica de pavimentar o canal ferroviário. Para a Via Estreita, esta obra poderá dificultar a futura reativação da linha, prevista no Plano Nacional Ferroviário.
O investimento previsto para a ciclovia é de aproximadamente 1,3 milhões de euros. Daniel Conde questiona a oportunidade deste gasto, alertando para os custos acrescidos que a reversão das obras poderá implicar no futuro. O documento solicita agora que as câmaras municipais determinem, com caráter de urgência, a paragem dos trabalhos até que o Governo defina os passos seguintes para a Linha do Corgo, infraestrutura que está encerrada de forma faseada há várias décadas.

