A Bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, com o principal índice, o PSI, a desvalorizar-se 0,38% para os 9.445,17 pontos. O recuo acompanhou o sentimento negativo europeu, no mesmo dia em que a Euronext confirmou a manutenção da composição do índice de referência sem alterações.
A praça bolsista portuguesa encerrou a negociação com 12 das 16 empresas do índice PSI em terreno negativo. A construtora Mota-Engil registou a quebra mais expressiva ao ceder 3,37%, fixando as ações nos 4,90 euros. No mesmo sentido, os CTT perderam 2,03% para 6,29 euros e a Ibersol desvalorizou-se 1,78% para 9,96 euros. Na distribuição e na banca, a Jerónimo Martins recuou 1,25% e o BCP deslizou 0,64%.
Em sentido contrário, a subida dos preços do petróleo travou um recuo mais acentuado do índice. Com o barril de crude Brent a superar os 100 dólares devido a tensões no Médio Oriente e bloqueios no Estreito de Ormuz, a Galp liderou os ganhos com uma valorização de 1,42% para 21,39 euros. A The Navigator Company subiu 0,68% e a Altri avançou 0,53%.
No restante espaço europeu, as perdas foram mais acentuadas, com o CAC 40 a recuar 1,94%, o DAX 1,66%, o IBEX 35 1,51% e o FTSE 100 1,31%, sob impacto inflacionista e a expetativa quanto ao BCE.
Em paralelo, a Euronext anunciou que o PSI manterá as atuais 16 cotadas após a revisão trimestral de setembro. As mudanças técnicas entram em vigor a 21 de setembro, sendo a próxima avaliação trimestral em dezembro de 2026.

