O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, afirmou na abertura da Cimeira do Turismo que os constrangimentos do Aeroporto Humberto Delgado são o principal travão ao crescimento do setor no país, defendendo que a desaceleração atual marca a transição para um modelo sustentável focado na criação de valor.
Durante a sessão de abertura da VIII Cimeira do Turismo Português, realizada esta segunda-feira numa unidade hoteleira em Lisboa, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, declarou que os constrangimentos do Aeroporto Humberto Delgado constituem o principal obstáculo ao desenvolvimento turístico da economia nacional. Segundo o líder associativo, a infraestrutura da capital opera atualmente acima dos seus limites de capacidade, ao mesmo tempo que o projeto para o futuro aeroporto na região de Alcochete poderá demorar mais de uma década até estar concluído.
Francisco Calheiros sublinhou que a recente desaceleração nos fluxos de visitantes reflete a entrada numa nova fase de maturidade, deixando para trás ritmos de crescimento a dois dígitos que deixaram de ser ambiental e estruturalmente sustentáveis. Para o presidente da entidade representativa do setor privado, esta conjuntura não deve suscitar inquietação, visto traduzir uma mudança estratégica indispensável em direção à criação de valor e à preservação da experiência turística.
Para além das infraestruturas aeroportuárias, a liderança da CTP apontou três desafios fundamentais para os próximos anos: o domínio da inteligência artificial aplicada ao turismo, a conformidade rigorosa com normas de sustentabilidade e a valorização das qualificações e remunerações dos recursos humanos, essenciais para manter a qualidade da hospitalidade portuguesa.

