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GOVERNO APROVA O ESTATUTO DO ‘EX-COMBATENTE’

O Governo aprovou hoje o Estatuto de Antigo Combatente que concretiza o reconhecimento do Estado a quem combateu ‘ao serviço de Portugal’, sendo também criado um cartão especial para aqueles militares.

“A aprovação desta proposta de lei vem concretizar o reconhecimento do Estado português aos militares que combateram ao serviço de Portugal, fornecendo o enquadramento jurídico que lhes é aplicável e reunindo numa só peça legislativa o conjunto de direitos consagrados pela lei aos ex-militares ao longo do tempo”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma, é referido na nota, cria novos instrumentos, como o Plano de apoio aos Antigos Combatentes em situação de sem-abrigo, “destinado a apoiar o envelhecimento digno e acompanhado daqueles que serviram o país em teatros de guerra”.

Além disso, são também incorporados instrumentos de apoio económico e social desenvolvidos pelo Ministério da Defesa Nacional com “resultados comprovados”, nomeadamente a Rede Nacional de Apoio, o Plano de Ação para Apoio aos Deficientes Militares e o Centro de Recursos de Stress em Contexto Militar.

É ainda criada uma Unidade Técnica Interministerial para os Antigos Combatentes para “coordenar a implementação do Estatuto, assim como o Cartão do Antigo Combatente, um documento pessoal e vitalício que, além do caráter simbólico, é também um instrumento de simplificação do acesso a direitos sociais e económicos consagrados na legislação portuguesa”.

No novo Estatuto de Antigo Combatente fica ainda definido que se passará a assinalar o “Dia Nacional do Antigo Combatente” em 11 de novembro, data do armistício que pôs fim à I Guerra Mundial.

De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Defesa, o universo de antigos combatentes é atualmente de cerca de 485 mil cidadãos, com uma média de idades de 72 anos.

LUSA

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Agência Lusa

1 comentário

M Monteiro 08/12/2019 em 13:47

Este estatuto vem tarde, mas mais tarde ao que nunca. Sou vitima duma situação que contesto, que é o seguinte: Fiz colunas, operações, e todo o serviço do estacionamento em Sagal-Mueda-Moçambique. Vim de uma operação e logo de manhã, por imperativo de ativação de novos códigos das transmissões, tive que incinerar os códigos caducos. Junto à sebe, numa lata velha incinerei os documentos…mas havia lá munições as quais explodiram e originaram-me a perda do olho direito. Reformaram-me como funcionário público, onde não havia repartições públicas e sendo eu o furriel miliciano responsável pelas transmissões das duas companhias operacionais. É uma vergonha esta situação: sendo eu militar e executando toda a espécie de serviços. Se não sou DFA, o que será mais necessário para o ser?. Saudações…

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