Cerca de sessenta por 60% das transações de animais de companhia em Portugal são efetuadas pela internet, com plataformas a disponibilizarem microchips e números de registo de criador fraudulentos, denunciou hoje o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários durante uma audição parlamentar na Assembleia da República.
Cerca de sessenta por cento das vendas de animais de companhia em território nacional são atualmente concretizadas através de plataformas eletrónicas, existindo espaços digitais que disponibilizam microchips e números de criador falsificados sem qualquer fiscalização das autoridades competentes. O alerta foi deixado esta terça-feira na Assembleia da República pelo bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Pedro Fabrica.
Durante a audição perante os deputados, o responsável sublinhou que a ausência de um controlo eficaz e contínuo sobre os portais de anúncios favorece esquemas fraudulentos, colocando em risco o bem-estar dos animais e lesando os consumidores que acreditam estar a adquirir exemplares devidamente registados.
Segundo Pedro Fabrica, os métodos fraudulentos têm vindo a sofisticar-se para contornar os requisitos legais previstos na lei portuguesa de proteção animal, o que impede uma monitorização rigorosa das ninhadas e potencia a proliferação de criadores clandestinos sem condições de salubridade.
A Ordem dos Médicos Veterinários defendeu perante os deputados a necessidade urgente de reforçar o quadro inspetivo e de criar mecanismos tecnológicos e regulatórios que responsabilizem diretamente as plataformas digitais que alojam este tipo de conteúdos, exigindo validações prévias das credenciais e da autenticidade dos registos de identificação animal.

