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ALENTEJO: ENVENENAMENTO MASSIVO DE ANIMAIS

Dez animais de espécies protegidas foram encontrados mortos, alegadamente envenenados, na última semana, na Zona de Proteção Especial (ZPE) de Castro Verde, no distrito de Beja, divulgou hoje a Liga para a Proteção da Natureza (LPN). Vê mais aqui. Partilha com os teus amigos !

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Dez animais de espécies protegidas foram encontrados mortos, alegadamente envenenados, na última semana, na Zona de Proteção Especial (ZPE) de Castro Verde, no distrito de Beja, divulgou hoje a Liga para a Proteção da Natureza (LPN).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a LPN diz ter encontrado também um milhafre-real, ainda com vida, que apresentava sintomas de envenenamento, tendo encaminhado o animal para um centro de recuperação, em Olhão, no distrito de Faro, onde ainda se encontra a recuperar.

Na última semana, segundo a associação ambientalista, uma equipa cinotécnica da GNR detetou na mesma zona uma raposa morta e os cadáveres de mais cinco milhafres-reais e de uma águia-imperial-ibérica, todos com “fortes indícios” de envenenamento.

“A situação continuou, no dia seguinte, com a deteção de mais três cadáveres de milhafres-reais, perfazendo um total de 11 animais envenenados”, escreve, referindo que “tudo parece indicar” que os casos têm “uma origem comum”.

A LPN adianta que as equipas do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR “têm vindo a recolher os cadáveres encontrados” e “outras evidências”, que “foram encaminhadas para análises forenses e que possibilitarão a confirmação da causa de morte, a identificação da substância utilizada e o autor do crime”.

“Este novo episódio de envenenamento massivo, o maior identificado, até agora, na ZPE de Castro Verde, não é um caso isolado, existindo um demasiado longo historial de eventos de envenenamento identificados nos últimos anos”, assinala.

A organização não governamental diz que “o flagelo do uso ilegal de venenos continua a atingir muitas regiões rurais” do país, alertando que o risco de envenenamento ameaça “a conservação da natureza, mas também a saúde pública das comunidades locais”.

LUSA