Um acordo histórico entre a marca norte-americana e um consórcio público-privado deixou a cadeia de fast food nas mãos de um dos Estados mais controladores do mundo. O mercado fechado e as dificuldades de levar a cultura norte-americana da comida rápida para um dos países mais hostis perante a cultura externa dificultaram a afirmação da McDonald’s na China.

Depois de mais de duas décadas de aposta forte, a empresa dos Estados Unidos percebeu que a luta era fútil e juntou-se a um aliado de peso para crescer: o Estado chinês.

Através da Citic, uma holding de ativos públicos, o governo chinês juntou-se ao Carlyle Group, uma empresa de gestão de ativos norte-americana, e passou a ser dona da maioria do capital da McDonald’s na China. O Estado fica com 52% da subsidiária chinesa da McDonald’s, o Carlyle Group fica com 28% e a própria McDonald’s retém os restantes 20%.

Em troca de 1,97 mil milhões de euros, a Citic e o Carlyle Group ficam com os direitos de franchise durante 20 anos e assumem a gestão da McDonald’s na China com maior poder para tomar decisões e mais conhecimento de um mercado muito difícil para as empresas exteriores.

Existem mais de 2.200 restaurantes da McDonald’s na China, com um valor total estimado de quase 1,9 mil milhões de euros.

NM