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PORTO: AUTARQUIA QUER VEÍCULOS PESADOS FORA DA VCI E ISENÇÃO DE PORTAGEM NA CREP

A Câmara do Porto aprovou esta segunda-feira uma recomendação ao Governo para que seja vedado de imediato o tráfego de pesados na Via de Cintura Interna (VCI), isentando os mesmos de portagens na Circular Regional Externa do Porto (CREP).

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A Câmara do Porto aprovou esta segunda-feira uma recomendação ao Governo para que seja vedado de imediato o tráfego de pesados na Via de Cintura Interna (VCI), isentando os mesmos de portagens na Circular Regional Externa do Porto (CREP).

Na proposta que foi discutida na reunião de executivo desta manhã, o município refere que, com o início das empreitadas de expansão da rede de metro nas cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia, se antecipa um agravamento significativo do cenário atual na aquela via que, por si só, é já negativo e penalizador para a dinâmica socioeconómica da cidade do Porto.

As estas empreitadas, explicou o presidente da autarquia, o independente Rui Moreira, acresce a empreitada de requalificação do tabuleiro inferior da Ponte Luís I, da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal, pelo que se antevê uma sobrecarga do tráfego na VCI, com o consequente “aumento da sinistralidade” e dos níveis de congestionamento da rede viária da cidade. “Parece-nos chegado o momento de agirmos e de pedirmos ao Governo que olhe para esta matéria de outra maneira. Nós não estamos a propor sequer que seja [vedado] o tráfego de ligeiros, também ele poderia aliviar esta carga, mas num primeiro tempo, o tráfego de pesados, porque esse é aquele que causa mais constrangimentos”, defendeu Moreira.

Questionado pelo PSD sobre o que leva o autarca a acreditar que desta vez o Governo vai acolher as pretensões da Câmara do Porto, o independente argumentou que as obras previstas constituem um argumento “forte”, dado o impacto significativo que vão ter na mobilidade da cidade. “Eu acho que nós, neste momento, temos aqui uma situação mais de emergência que provavelmente nos dará outra capacidade de negociação”, afirmou.

Na sua intervenção, o vereador do PSD, Álvaro Almeida, lembrou que em janeiro de 2018, o PSD já tinha feito uma recomendação muito idêntica à apresentada esta segunda-feira pela maioria, tendo lamentado que “se tenham perdido três anos”.

Em resposta, o presidente da autarquia, explicou que, à data, a posição do Governo, em reuniões mantidas com o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, foi “radical”, no sentido de dizer que a solução de não portajar a CREP apenas resolveria o aumento da procura de um ano, pelo que outras soluções tinham de ser encontradas.

A proposta da maioria mereceu também o acordo do Partido Socialista, que considera que a cidade está a sofrer com o “erro de conceção” que foi cometido aquando da construção da VCI. Para o vereador socialista Manuel Pizarro, é necessário encontrar, em diálogo com o Governo, uma solução para o problema daquela artéria, que possa trazer ganhos não só ao nível da mobilidade, mas também do ponto de vista ambiental. Pizarro sugeriu ainda que fossem revistados os trabalhos para “suavização da VCI”, transformando-a numa avenida urbana.

Lembrando que a CDU sempre defendeu o fim das portagens na CREP, a vereadora Ilda Figueiredo disse esperar que o Governo mostre abertura para resolver o problema da VCI, tendo defendido, contudo, que a proposta, que votou favoravelmente devia ir mais longe e propor que fossem abolidas as portagens para todos e não apenas para os pesados.

Na proposta aprovada esta segunda-feira por unanimidade, a câmara alerta que se nada for feito, o congestionamento da VCI só se irá acentuar nos próximos anos, pelo que, tal como tem vindo a ser defendido publicamente pelo município, “a isenção de portagens na Autoestrada 41 (A41) também designada por Circular Regional Externa do Porto (CREP) é fundamental para retirar o ‘trafego de atravessamento’ da VCI”.

A autarquia argumenta ainda que o facto de a CREP ter portagens com valores muito elevados coloca todo o custo social nos municípios atravessados pela VCI, permitindo que a concessão privada mantenha a sua rentabilidade e os custos sejam passados para todos os residentes na área do Grande Porto (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Maia).

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PORTO: OBRAS DO METRO CORTAM TRÂNSITO NA RUA DAS DEVESAS ATÉ 2027

A Rua Barão do Corvo, nas Devesas, em Gaia, estará cortada ao trânsito a partir de segunda-feira e até janeiro de 2027 devido às obras da Linha Rubi do Metro do Porto, informou o município.

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A Rua Barão do Corvo, nas Devesas, em Gaia, estará cortada ao trânsito a partir de segunda-feira e até janeiro de 2027 devido às obras da Linha Rubi do Metro do Porto, informou o município.

Em causa está uma interrupção do trânsito automóvel na Rua Barão do Corvo, entre a Rua Visconde das Devesas e a Rua José Mariani (aproximadamente a 100 metros para nascente desse arruamento), bem como na Rua Felizardo Lima, junto à Rua Barão do Corvo.

Segundo informação disponível do ‘site’ da autarquia, a interrupção de trânsito deverá entrar em vigor na segunda-feira e durar até 16 de janeiro de 2027.

A Linha Rubi ligará Santo Ovídio à Casa da Música através de uma nova ponte sobre o Douro, e contará com uma estação nas Devesas, que fará ‘interface’ com o comboio e autocarros, tendo de estar pronta até final de 2026.

Já desde esta semana estão em vigor mudanças de sentido de trânsito nas ruas Mouzinho de Albuquerque, entre o cruzamento com a Rua Alexandre Braga e a Rua Visconde das Devesas, de sentido sul/norte para sentido norte/sul, e na Rua Heliodoro Salgado, entre a Rua Conselheiro Veloso da Cruz e a Rua Professor Manuel Pires Veloso, de sentido sul/norte para sentido norte/sul.

Também vários arruamentos de sentido único foram adaptadas a dois sentidos, casos das ruas José Mariani, entre o cruzamento da Rua Carlos Guedes de Amorim e a Rua Visconde das Devesas/Rua José Fontana, Rua Barão do Corvo, para nascente da Rua José Mariani, até à zona de obra, para acesso a habitações/lojas, e Rua Felizardo Lima, para norte no cruzamento com a Travessa Visconde das Devesas.

Já na Rua Professor Manuel Pires Veloso dá-se uma mudança de dois sentidos para um único (norte-sul).

Quanto a desvios pedonais, será sempre garantido acesso pedonal pela Rua Barão do Corvo, de acordo com a fase de execução dos trabalhos, de demolição e escavação da Estação das Devesas, bem como o atravessamento da Rua Felizardo Lima através de passadeira, encaminhando para a Travessa Visconde das Devesas.

Será ainda proibido o estacionamento na Rua Heliodoro Salgado.

O valor global de investimento da Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio, incluindo nova ponte sobre o rio Douro) é de 435 milhões, um investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Douro, a ponte D. Antónia Ferreira, a Ferreirinha, que será exclusivamente reservada ao metro e à circulação pedonal e de bicicletas.

Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo Ovídio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e no Porto Campo Alegre e Casa da Música.

A empreitada tem de estar concluída até ao final de 2026.

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CARRAZEDA DE ANSIÃES: HOMEM CONSTITUÍDO ARGUIDO POR PROVOCAR INCÊNDIO

A Guarda Nacional Republicana (GNR) constituiu arguido um homem de 41 anos em Marzagão, Carrazeda de Ansiães, por ter ateado um incêndio de forma negligente enquanto manuseava uma motorroçadora, informou hoje a autoridade.

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) constituiu arguido um homem de 41 anos em Marzagão, Carrazeda de Ansiães, por ter ateado um incêndio de forma negligente enquanto manuseava uma motorroçadora, informou hoje a autoridade.

O caso remonta a 16 deste mês, no distrito de Bragança. A investigação conduzida pela GNR permitiu perceber que a ignição aconteceu durante a realização de atividades agrícolas com uma motorroçadora, de forma negligente, num terreno junto a uma mancha florestal.

A GNR conseguiu identificar o responsável pelos trabalhos que estavam em curso, onde não foram mantidos os cuidados necessários de vigilância. Os factos foram remetidos para o tribunal de Vila Flor.

A Guarda relembrou que a Linha SOS Ambiente e Território – 808 200 520 – funciona em permanência, para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

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