Portugal registou um total de 22.294 raios durante o ano de 2025, um período marcado por uma atividade elétrica acima da média dos últimos 15 anos. Segundo o boletim do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país teve 155 dias de trovoada, superando a média habitual de 139 dias.
O distrito de Beja liderou as ocorrências com 61 dias, seguido de perto por Coimbra e Castelo Branco. Ao nível municipal, Mértola, Évora e Odemira foram os concelhos mais fustigados, cada um com 31 dias de trovoada.
O relatório destaca ainda que o outono foi a estação com maior atividade elétrica, concentrando 43,1% do total anual. Novembro revelou-se o mês mais intenso, impulsionado pela Depressão Cláudia, que a 5 de novembro provocou a queda de 6.122 raios num só dia — o valor mais alto do ano.
No total das descargas, incluindo as intra-nuvem, o IPMA contabilizou mais de 108 mil ocorrências. Os dados revelam ainda dois picos horários de maior incidência: ao início da manhã, entre as 5h00 e as 7h00, e durante a tarde, entre as 15h00 e as 18h00.

