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PRESIDENTE DA AMP ADMITE O FIM DOS AUTOMÓVEIS NAS CIDADES

Eduardo Vítor Rodrigues admitiu que vai ser “inevitável” inibir a circulação automóvel nos centros urbanos.

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O presidente do Conselho Metropolitano do Porto admitiu hoje que vai ser “inevitável” inibir a circulação automóvel nos centros urbanos, tema que vai estar em discussão num fórum sobre os desafios da área metropolitana para a década.

“Eu admito que nós vamos ter de evoluir para uma solução de diminuição de trânsito automóvel, e isso vai implicar, inevitavelmente, a inibição em algumas zonas da cidade, não tenho sobre isso dúvida nenhuma. Não sei qual é o momento em que isso vai ser feito (…), mas eu julgo que vai ser imperativo, porque precisamos de devolver a cidade às pessoas”, afirmou Eduardo Vítor Rodrigues.

Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia salientou que este é um trabalho que tem de ser feito de forma a não pôr em causa o normal funcionamento das cidades e que deve ser complementado com outras medidas.

“Devemos evoluir para uma progressiva utilização dos transportes públicos que pode acabar, como já está a acontecer em algumas cidades da Europa, no transporte público ou gratuito ou a caminho de o ser, e o passe único é já um elemento que mostra que o preço pode ser, e vai ser com certeza, um elemento indutor de mais procura de transporte público”, defendeu.

O presidente do Conselho Metropolitano do Porto lembrou que, apesar da sustentabilidade ser mais abrangente que os transportes, a descarbonização depende em primeiro lugar da alteração do padrão de mobilidade nas áreas metropolitanas, em particular, pelo que, nesse contexto, este debate se afigura como “muito relevante”.

O Fórum ‘Os Desafios da AMP para a década 20/30 – Mobilidade e Sustentabilidade Urbana – Duas Experiências de Espanha’, que decorre quinta e sexta-feira, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, propõe uma reflexão sobre os desafios e a estratégia de desenvolvimento sustentado e de qualidade de vida da AMP para a década 20/30, reflexão que deve conduzir à definição de objetivos e de projetos estratégicos.

Neste fórum pretende-se ouvir os presidentes de Câmara dos 17 municípios da AMP, onde residem 1,7 milhões de pessoas, intervenções que serão distribuídas pelos dois dias.

“Isto envolve situações muito complexas. Tanto temos situações, como é o caso de Gaia ou do Porto, que são territórios eminentemente urbanos, mas temos também situações de muito mais baixa densidade, como Arouca ou São João da Madeira, que fazem da área metropolitana é uma espécie de um ‘mix’ de realidades que importa discutir para encontrar soluções adequadas”, sustentou Eduardo Vítor Rodrigues.

Na quinta-feira, o fórum abordará ainda o sistema integrado dos transportes da Comunidade de Madrid, nomeadamente na integração administrativa, modal e tarifária.

Já na sexta-feira vai ser apresentado o projeto da cidade de Pontevedra que eliminou o transporte automóvel particular em toda a zona central e urbana.

LUSA

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