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SANTA MARIA DA FEIRA: BURLÃO DE “APOSTAS ONLINE” CONDENADO A PRISÃO EFETIVA

O Tribunal da Feira condenou hoje a três anos e meio de prisão efetiva um homem, de 40 anos, que burlou mais de 40 pessoas num esquema relacionado com uma banca comunitária para apostas desportivas online.

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O Tribunal da Feira condenou hoje a três anos e meio de prisão efetiva um homem, de 40 anos, que burlou mais de 40 pessoas num esquema relacionado com uma banca comunitária para apostas desportivas online.

O coletivo de juízes deu como provado o crime de burla qualificada de que o arguido, residente em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, estava acusado.

Apesar de a lei permitir suspender penas inferiores a cinco anos de prisão, o tribunal decidiu não o fazer, por considerar que o valor “muito elevado” da burla e o “conjunto vasto de pessoas que foram lesadas” não se coaduna com a suspensão da execução da pena de prisão, sob pena de vir a considerar-se que o crime compensa.

Além da pena de prisão, o arguido foi condenado a pagar mais de 36 mil euros de indemnização a três dos lesados que formularam pedidos de indemnização cível.

O arguido vai manter-se em liberdade até esgotar os prazos de recurso.

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Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o arguido fez-se passar por um “trader desportivo” (investidor no mercado de apostas) convencendo várias pessoas a entregarem-lhe dinheiro para aplicar em sites de apostas desportivas, sem nunca ter tido intenção de devolver o dinheiro.

Em 2014, o arguido referiu a alguns apostadores que iria começar a aceitar investimentos, entre 500 euros e 30 mil euros, garantindo um lucro de 40% do dinheiro investido no espaço de um a dois meses, fazendo crer que se tratava de um investimento seguro.

Para tal, explicou que possuía um ‘software’ denominado ‘bot’, que tinha sido desenhado por um programador informático, o que diminuía muito o risco das perdas.

O MP diz que o arguido chegou a reembolsar as primeiras quantias que lhe foram entregues, acrescido dos 40%, ainda antes de 30 dias do prazo, criando um espírito de confiança para que os apostadores voltassem a investir, confiando-lhe “valores mais avultados”.

De acordo com a investigação, o arguido apropriou-se de mais de 236 mil euros, que usou em proveito próprio ou em simples apostas desportivas ou fazendo ‘trading’ de apostas desportivas sem uso de qualquer ‘bot’, alcançando assim benefícios ilegítimos, em prejuízo dos lesados.

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Durante o julgamento, um dos lesados no esquema disse ter conhecido o arguido num grupo de apostadores, nas redes sociais, adiantando que aquele era “uma pessoa com conhecimento e respeitada no âmbito das apostas desportivas”.

A testemunha contou ainda que o arguido tinha dois programas informáticos (‘bots’) que faziam apostas automáticas em ténis e cavalos, sem necessidade de intervenção humana e tinha “muita confiança nele”.

“Ele era bom no que fazia”, afirmou, adiantando que o arguido colocava ‘prints’ nas redes sociais com os lucros obtidos.

Inicialmente, este apostador entregou ao arguido cinco mil euros, tendo recebido no mesmo dia sete mil euros. Posteriormente, fez mais algumas entregas em dinheiro, que também resultaram em ganhos financeiros. Em 22 de setembro e 2 de outubro voltou a entregar 15 mil euros, mas desta vez não recebeu nada, ficando com um prejuízo de 10.500 euros.

“O castelo começou a cair e a justificação que deu foi vaga. Começou a culpar outras pessoas que trabalhavam com ele, que tinham programado mal os ‘bots’, e disse que iria reembolsar todas as pessoas, mas acabou por dizer que perdeu tudo”, referiu.

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Uma outra testemunha contou que investiu no total 55 mil euros tendo recebido de volta cerca de 40 mil euros.

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FÁTIMA: SANTUÁRIO RECEBEU 7 MILHÕES DE PEREGRINOS EM 2023

As celebrações realizadas no Santuário de Fátima em 2023 tiveram a participação de 6,8 milhões de peregrinos, ultrapassando em meio milhão os números de 2019, ano antes dos condicionamentos provocados pela pandemia de covid-19, anunciou hoje o santuário.

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As celebrações realizadas no Santuário de Fátima em 2023 tiveram a participação de 6,8 milhões de peregrinos, ultrapassando em meio milhão os números de 2019, ano antes dos condicionamentos provocados pela pandemia de covid-19, anunciou hoje o santuário.

Os números foram apresentados no 45. º Encontro de Hoteleiros e Responsáveis de Casas Religiosas que Acolhem Peregrinos em Fátima pelos responsáveis do Santuário, tendo sido sublinhado que, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude, passaram pela Cova da Iria mais de 1,15 milhões de peregrinos.

O Santuário de Fátima foi um dos locais que contou com a presença do Papa Francisco no âmbito daquele encontro mundial de jovens, que se realizou em Portugal em agosto de 2023.

Segundo os dados divulgados na página do Santuário de Fátima na internet, é também apontado que aquele templo mariano recebeu no ano passado 4.779 grupos organizados de peregrinos, 3.618 dos quais estrangeiros.

No total, foram 94 as nacionalidades dos peregrinos de Fátima em 2023, com Espanha, Itália e Polónia como principais países de origem dos estrangeiros que passaram pela Cova da Iria.

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O Santuário informou, ainda, que no ano passado, o total de celebrações registado foi de 9.557 nos diversos espaços, com destaque para a Capelinha das Aparições, com 3.652 celebrações e mais de 3,1 milhões de fiéis presentes.

Por outro lado, os responsáveis do Santuário de Fátima apontam que, “com um aumento de peregrinos, apesar do aumento de donativos, houve igualmente um incremento de gastos, por ser um ano particularmente especial” decorrente, principalmente, da presença do Papa.

Assim, “os rendimentos foram de 21,73 milhões de euros, e os gastos na ordem dos 21,62 milhões de euros”, refere a informação disponibilizada no site da instituição.

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PORTO: AUTARQUIA ATUALIZA (AUMENTA) TARIFÁRIO DO ELÉTRICO HISTÓRICO

O executivo da Câmara do Porto delibera na segunda-feira a atualização do tarifário do elétrico histórico, cujos títulos monomodais aumentam um euro em todas as modalidades, à exceção do bilhete de dois dias para adultos, que aumenta dois euros.

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O executivo da Câmara do Porto delibera na segunda-feira a atualização do tarifário do elétrico histórico, cujos títulos monomodais aumentam um euro em todas as modalidades, à exceção do bilhete de dois dias para adultos, que aumenta dois euros.

Na proposta, a que a Lusa teve hoje acesso, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, esclarece que a atualização, a ser aprovada pelo executivo, terá efeitos a partir do dia 01 de março.

Com esta atualização, o título monomodal Tram City ’tour’ adulto (válido para uma viagem) passa de cinco para seis euros e o mesmo título válido para duas viagens passa de sete para oito euros. O custo do bilhete Tram City tour criança mantém-se inalterado.

Segundo o autarca independente, o aumento dos títulos monomodais “não implica qualquer perturbação na prestação do serviço público de transporte municipal ou intermunicipal de passageiros, nem afeta o equilíbrio económico e financeiro da concessão de serviço público de transporte rodoviário de passageiros operado pela STCP [Sociedade de Transportes Coletivos do Porto]”.

Já o bilhete de dois dias para adulto aumenta de 10 para 12 euros e o mesmo bilhete para criança aumenta de cinco para seis euros.

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Para o cálculo do aumento do tarifário, Rui Moreira esclarece que foi assumida a taxa de atualização máxima fixada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes para os anos de 2023 e 2024, respetivamente, 6,11% e 6,43%.

“A última atualização verificada nos títulos monomodais do carro elétrico ocorreu a 01 de outubro de 2022, não tendo havido qualquer atualização do preço das tarifas no ano de 2023”, salienta o autarca, notando que o elétrico histórico “constitui um dos ex-líbris da cidade do Porto’.

“Os utilizadores dos títulos monomodais são, na sua maioria, turistas, muitos estrangeiros, que realizam viagens ocasionais pela experiência de viagem num veículo histórico e não pela necessidade de deslocação”, acrescenta.

Rui Moreira destaca que, apesar dos condicionamentos, “por força da interrupção integral da linha 22 e parcial da linha 18” devido às obras do metro, o número de passageiros tem vindo a registar “aumentos significativos”.

A procura por este serviço em 2023 aproximou-se do ano de 2019, tendo registado em agosto e setembro do ano passado “níveis de procura acima dos registados em 2019”, ano anterior à pandemia da covid-19.

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Questionada sobre o aumento dos preços, a presidente da STCP disse hoje aos jornalistas, após a cerimónia de apresentação dos novos 48 autocarros elétricos da transportadora, que se trata de “um aumento natural”.

Segundo Cristina Pimentel, a rede de carro elétrico “neste momento, por causa das obras da Metro do Porto, está limitada a metade”.

“Portanto, tem que haver aqui um fator moderador da própria procura, porque nós não temos mais capacidade de aumentar a rede, que está reduzida a metade, e continuamos a ter uma procura muito substantiva”, justificou.

A responsável frisou que em 2023 não houve aumentos e, além da intenção de moderar a procura, o aumento visa que “mais pessoas possam utilizar o carro elétrico com assinatura”, que mantém o preço.

Cristina Pimentel disse ainda estar a trabalhar com a Metro do Porto para que o elétrico possa continuar passar na zona do Bicalho, rumo ao Passeio Alegre, durante a construção da nova ponte para a linha Rubi do metro.

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