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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

SATÉLITE PORTUGUÊS “AEROS MH-1” LANÇADO PARA O ESPAÇO

Portugal enviou o seu segundo satélite para o espaço, o ‘Aeros MH-1’, a bordo de um foguetão da SpaceX, que descolou hoje dos Estados Unidos às 14h05 (22h05 em Lisboa).

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Portugal enviou o seu segundo satélite para o espaço, o ‘Aeros MH-1’, a bordo de um foguetão da SpaceX, que descolou hoje dos Estados Unidos às 14h05 (22h05 em Lisboa).

O’Aeros MH-1′, um nanossatélite de 4,5 quilos, seguiu num foguetão Falcon 9, que descolou da base da empresa SpaceX de Vandenberg, no Estado da Califórnia. O primeiro-ministro, António Costa, já reagiu: “O lançamento do Aeros representa a aposta estratégica nacional no espaço. Foi fundamental o desenvolvimento da tecnologia e também o enquadramento legal preparado nos últimos anos para este setor”, assinalou na rede social X (antigo Twitter).

A descolagem do foguetão foi seguida com entusiasmo pelas centenas de pessoas que se reuniram nas instalações do centro de engenharia CEiiA, em Matosinhos, onde se ouviram gritos e aplausos ao sucesso do segundo satélite português – o primeiro desenvolvido, construído e operado em Portugal.

O engenho ganhou a designação de ‘MH-1’ numa homenagem a Manuel Heitor, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que, enquanto esteve em funções, foi um dos impulsionadores do projeto, de acordo com o consórcio nacional de empresas e instituições académicas que concebeu, construiu e opera o satélite.

O lançamento do ‘Aeros MH-1’, transmitido em direto pela SpaceX, ocorre 30 anos depois do envio do primeiro satélite português, o ‘PoSat-1’, um microssatélite de 50 quilos que entrou na órbita terrestre em setembro de 1993, mas foi desativado ao fim de uma década.

O ‘Aeros MH-1’ irá ficar posicionado a 510 quilómetros de altitude da Terra, ligeiramente acima da Estação Espacial Internacional, para observar em particular o oceano Atlântico durante três anos.

Junto com o nanossatélite português seguiram no foguetão da SpaceX, empresa do magnata Elon Musk, outros pequenos satélites, que seriam colocados em órbita após a separação de um dos módulos do veículo.

O módulo principal do foguetão, reutilizável, regressou à mesma base poucos minutos depois da descolagem, às 22h12. O ‘Aeros MH-1’ separou-se do segundo módulo do foguetão às 23h00 para entrar na sua órbita.

As comunicações e a recolha de dados e imagens do ‘Aeros MH-1’, quando estiver operacional, irão ser feitas a partir do teleporto de Santa Maria, nos Açores, mantido pela Thales Edisoft Portugal, empresa que lidera o consórcio nacional.

O centro de engenharia CEiiA, um dos parceiros e que construiu o nanossatélite, irá processar os dados e as imagens para efeitos de estudos científicos.

As universidades do Algarve, Porto e Minho, o Instituto Superior Técnico e o Imar – Instituto do Mar, entre outros, dão o suporte científico à missão, à qual se associou também o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla inglesa), nos Estados Unidos, através do programa de cooperação MIT-Portugal.

O nanossatélite, que começou a ser trabalhado em 2020, representa um investimento de 2,78 milhões de euros, cofinanciado em 1,88 milhões de euros pelo Feder – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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ESPAÇO: HÁ UMA GRUTA NA LUA QUE PODE SERVIR DE ABRIGO A ASTRONAUTAS

Cientistas confirmaram a existência de uma gruta na Lua, não muito longe do sítio onde os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunaram em 1969, e suspeitam que haja centenas de outras que poderão abrigar futuros astronautas.

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Cientistas confirmaram a existência de uma gruta na Lua, não muito longe do sítio onde os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunaram em 1969, e suspeitam que haja centenas de outras que poderão abrigar futuros astronautas.

Segundo a equipa de investigadores, a gruta será acessível a partir do poço mais profundo conhecido na Lua e está localizada no Mar da Tranquilidade – região feita de lava basáltica solidificada – a 400 quilómetros do sítio onde poisou o módulo de alunagem da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

O poço, tal como os mais de 200 descobertos no local, foi originado pelo colapso de um tubo de lava (túnel feito de lava solidificada).

Os cientistas analisaram dados de radar da sonda LRO da agência espacial norte-americana (NASA), na órbita da Lua desde 2009, e compararam os resultados com tubos de lava na Terra.

Os dados revelam apenas a parte inicial da gruta, estimando os cientistas que tenha pelo menos 40 metros de largura e dezenas de metros de comprimento.

A maioria dos poços parece estar localizada nas antigas planícies de lava da Lua, podendo haver, de acordo com os investigadores, alguns na região do polo sul, onde a NASA pretende alunar de novo astronautas em 2026, incluindo a primeira mulher e o primeiro negro.

Apenas astronautas norte-americanos estiveram na superfície da Lua, todos homens, entre 1969 e 1972.

Cientistas admitem que crateras permanentemente sombreadas, como as que existem no polo sul, contenham gelo que poderia fornecer água líquida potável para astronautas e combustível para foguetões.

O trabalho publicado hoje na revista científica Nature Astronomy sugere que pode haver centenas de grutas na Lua e milhares de tubos de lava, que poderiam servir de abrigo natural para os astronautas, protegendo-os de raios cósmicos, da radiação solar e de minúsculos meteoros.

Rochas e outros materiais dentro destas cavidades – inalterados pelas duras condições da superfície ao longo dos tempos – também podem ajudar os cientistas a compreenderem melhor como a Lua evoluiu, especialmente no que toca à sua atividade vulcânica.

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EXCESSO DE SAL PODE CONTRIBUIR PARA A DISFUNÇÃO CEREBRAL – ESTUDO

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) demonstra que o sal em excesso tem um efeito direto no cérebro, provocando danos significativos nos vasos sanguíneos, foi hoje revelado.

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Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) demonstra que o sal em excesso tem um efeito direto no cérebro, provocando danos significativos nos vasos sanguíneos, foi hoje revelado.

“Encontrámos uma associação entre a elevada ingestão de sal na dieta e a disfunção microvascular cerebral, nomeadamente no mecanismo fisiológico do acoplamento neurovascular, isto é, de articulação entre os neurónios e os vasos sanguíneos, que está prejudicado”, lê-se no resumo do estudo enviado à agência Lusa.

O consumo de sal em excesso pode provocar hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC).

Este estudo, liderado pela investigadora e neurologista Ana Monteiro, demonstra, agora, que o sal em excesso tem um efeito direto no cérebro, provocando danos significativos nos vasos sanguíneos.

As pessoas que comem mais sal têm disfunção dos pequenos vasos cerebrais, independentemente do seu controlo da tensão arterial, o que poderá relacionar-se com problemas cognitivos e aumentar a probabilidade de demência.

A equipa de investigadores avaliou pessoas com hipertensão arterial bem controlada (com valores dentro do normal sob medicação), mas que ainda não tinham sintomas. Além de terem hipertensão arterial, muitos dos doentes estudados tinham também diabetes.

Os doentes, recrutados num hospital da região do Porto, submeteram-se a uma série de exames, designadamente à avaliação da quantidade de sódio ingerida diariamente, da pressão arterial (durante 24 horas) e a provas que avaliam a saúde e funcionamento dos pequenos vasos cerebrais, mais suscetíveis ao dano causado pela tensão elevada.

De acordo com a FMUP, foram ainda realizadas ressonâncias magnéticas para avaliar a presença de lesões cerebrais silenciosas e foi estudado o funcionamento cognitivo, incluindo a atenção, a velocidade de raciocínio e a memória.

Os participantes neste estudo consumiam 12 gramas de sal diariamente, o que é mais do dobro do valor máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que são cinco gramas por dia.

Os resultados indicaram que os doentes que ingeriam mais sal apresentavam menor capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo cerebral às zonas do cérebro mais ativas durante uma dada tarefa (neste caso, ao córtex occipital durante uma tarefa visual), indicando maior rigidez das artérias.

Em conclusão, e segundo a equipa de investigadores citada no comunicado, “a maior ingestão de sal está associada a um pior acoplamento neurovascular durante a estimulação visual”.

Por outras palavras, “o sal em excesso torna menos eficaz a comunicação entre neurónios e vasos sanguíneos no cérebro, durante fases de maior necessidade de suprimento vascular aos neurónios responsáveis pela resposta a um estímulo visual”.

Este estudo teve como autores vários investigadores da FMUP e da Northwestern University Feinberg School of Medicine (Chicago, EUA) e faz parte de um trabalho de investigação mais vasto apresentado em maio, no doutoramento em Neurociências realizado por Ana Monteiro, com orientação de Elsa Azevedo (FMUP/ULS São João).

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