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SMARTPHONES EM RISCO

Falha no Linux coloca dezenas de milhões de computadores e smartphones em risco. Um bug presente no Linux há quase três anos pode ser usado por hackers para tomar o controlo quase total de um dispositivo, dizem especialistas de segurança. Isso pode afectar dezenas de milhões de PC e servidores, bem como 66% dos smartphones e tablets com Android.

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Um bug presente no Linux há quase três anos pode ser usado por hackers para tomar o controlo quase total de um dispositivo, dizem especialistas de segurança. Isso pode afectar dezenas de milhões de PC e servidores, bem como 66% dos smartphones e tablets com Android.

De acordo com a Perception Point, o bug recém-descoberto, conhecido como CVE-2016-0728, fica no keyring (também conhecido como chaveiro) do sistema operativo, que é usado para armazenar dados de segurança, chaves de autenticação e de encriptação, evitando o uso desses itens por aplicações antigas. A equipa do Perception Point, entretanto, identificou um bug – e construiu um ataque de prova de conceito – que torna possível substituir um item do keyring que está na memória por algum código.

Esse código, então, é executado pelo kernel – a parte crucial do sistema operativo, que traduz pedidos de entrada e saída do software em acções a serem executadas pela CPU. O código pode ser usado para fazer qualquer tipo de acção – ganhar acesso root ao servidor, obter controlo de todo o sistema operativo num telefone com Android, ou até mesmo atacar um hardware que roda uma versão embutida do Linux.

O bug afecta o kernel do Linux na sua versão 3.8, que foi lançada no início de 2013. Portanto, afecta qualquer Android que rode KitKat ou superior. A Perception Point nota que não foi observado «qualquer ataque que tenha esta vulnerabilidade em específico», mas «recomenda que uma equipa de segurança examine os dispositivos potencialmente afectados e implemente correcções assim que possível».

O site ARS TECHNICA observa que grandes distribuições do Linux devem receber uma correcção esta semana, mas pode levar mais tempo até que o seu dispositivo Android receba uma actualização. Como sempre, fique atento.

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GOOGLE E YOUTUBE INVESTEM NO COMBATE À DESINFORMAÇÃO ONLINE

O Google e o YouTube doarão 12,7 milhões de euros à Rede Internacional de Verificação de Factos (IFCN) para combater a divulgação de desinformação ‘online’, anunciou hoje a empresa na conferência ‘Fighting Misinformation Online’, em Bruxelas.

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O Google e o YouTube doarão 12,7 milhões de euros à Rede Internacional de Verificação de Factos (IFCN) para combater a divulgação de desinformação ‘online’, anunciou hoje a empresa na conferência ‘Fighting Misinformation Online’, em Bruxelas.

A verba financiará a formação do Global Fact Check Fund para apoiar uma rede de 135 organizações de verificações de factos integradas na IFCN, que operam em 65 países e cobrem mais de 80 idiomas.

Para além disto, o dinheiro também será usado para apoiar os projetos já existentes e lançar novas iniciativas para aumentar informação e reduzir a desinformação e ‘fake news’.

Também a TechSoup Europe, uma rede que apoia as organizações sem fins lucrativos em toda a Europa para proporcionar competências digitais, receberá 2,4 ME para lançar um fundo acelerador para ajudar ONG’s na Europa Central e Oriental a lutar contra a desinformação.

A plataforma Demagog, que opera na República Checa, Eslováquia e Polónia, receberá cerca de 482 mil euros para a construção de um ecossistema de verificação de factos em toda a região e a agência CTK receberá 1,2 milhões de coroas checas (cerca de 49 mil euros), para preparar jornalistas locais e estudantes de jornalismo em toda a República Checa.

“O Google e o YouTube continuam dedicados a ajudar a encontrar o que se procura, fornecendo o contexto necessário para tomar decisões informadas sobre o que se vê ‘online’”, diz o comunicado da empresa.

Para além de fornecer apoio financeiro, os membros das equipas do Google e do YouTube estão a trabalhar com a Rede internacional de Verificação de Factos para explorar a cooperação, análise e ferramentas que os verificadores precisam para combater a desinformação em plataformas específicas e expandir recursos para países que não falam inglês.

O fundo será aberto em 2023, sendo a maior doação individual do Google e do YouTube para verificação de factos até o momento.

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UC LEVA BIOSSENSORES AO ESPAÇO PARA AVALIAR SAÚDE DOS ASTRONAUTAS

Uma investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) lidera um projeto multidisciplinar que levou até ao espaço biossensores cuja missão é avaliar a saúde dos astronautas e turistas espaciais.

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Uma investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) lidera um projeto multidisciplinar que levou até ao espaço biossensores cuja missão é avaliar a saúde dos astronautas e turistas espaciais.

O projeto, denominado Lab-on-paper, “representa o primeiro voo de uma equipa portuguesa no foguetão MASER e abre portas à possibilidade de análise de alguns parâmetros com interesse para a saúde no espaço”, divulgou a UC em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

“Esta experiência inédita pretende avaliar o funcionamento de sensores semelhantes às tiras de urina no espaço, onde a gravidade é quase nula”, afirmou a líder do projeto, Akmaral Suleimenova, citada numa nota de imprensa da UC, adiantando que recorreram a sensores de açúcar (glucose) ou de antibióticos (tetraciclina), com base em tecnologias já desenvolvidas pela equipa, em 2014 e 2015.

O lançamento, que ocorreu na quarta-feira, foi acompanhado por Akmaral Suleimenova e João Gabriel Silva, professor catedrático de Engenharia Informática daquela faculdade, para “assegurar em Terra a operacionalidade dos biossensores, da estrutura mecânica desenvolvida para este efeito e da comunicação entre o foguetão e a experiência, encerrados numa caixa própria para esta viagem única”.

“Esta caixa passou, aliás, por múltiplos testes nestes últimos meses, um deles levando Akmaral Suleimenova, Guilherme Ribeiro (Universidade Nova da Lisboa) e João Pedro Coutinho (Instituto Superior de Engenharia do Porto) à Suécia, um mês antes desta partida”.

Segundo a UC, “a experiência foi bem-sucedida do ponto de vista da comunicação com o foguetão e de gravação de imagem prevista, mas nem todos os resultados esperados foram conseguidos”.

Segue-se “uma fase de análise detalhada de todos os dados recolhidos” e, “num segundo lançamento, espera-se conseguir recolher não só os dados que não foram agora obtidos, como alargar o âmbito científico da experiência”.

O Lab-on-paper é financiado pela European Low Gravity Research Association e resulta de uma colaboração que envolve cientistas da Universidade de Coimbra, do Instituto Superior de Engenharia do Porto e da Universidade Nova de Lisboa, provenientes de vários grupos/centros de investigação.

Os investigadores são Akmaral Suleimenova, Goreti Sales, Manuela Frasco, Rita Cardoso, Afonso Sampaio, Ana Carolina Marques, Elvira Fortunato, Guilherme Ribeiro, Rui Igreja e João Gabriel Silva, André Dias e João Pedro Coutinho.

“Como no espaço não há hospitais, são necessárias formas simples de analisar o estado de saúde dos astronautas ou dos turistas espaciais. A recolha de uma amostra de sangue é muito difícil, pois a ausência de gravidade dificulta a transferência de líquidos”, esclareceu o consórcio.

Face a esta situação, “os testes rápidos para saliva ou urina, que mudam de cor, são os mais adequados, uma vez que basta um pouco urina/saliva para se obter um resultado visível a olho nu”, sendo que “até à data nunca foi testada a possibilidade de usar estes sensores no espaço”, mas a equipa está a caminho de conseguir este feito.

O foguetão MASER, onde viajaram os biossensores, foi construído pela Agência Espacial Sueca e testado em lançamentos anteriores. Esta missão MASER-15 corresponde ao terceiro voo da série Suborbital Express, que inclui várias experiências de naturezas muito diversas no mesmo voo, uma delas o Lab-on-paper.

Com 12,6 metros de altura, este foguetão consegue transportar 300 quilogramas até cerca de 260 quilómetros de altitude. “Esta altitude é fundamental para que a qualidade da microgravidade a que ficam sujeitas as experiências seja elevada”, assinalou a UC.

O foguetão foi lançado no centro espacial de Esrange, no norte da Suécia, acrescentou a UC.

 

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Equipa da Universidade de Coimbra responsável pelo projeto.

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TRÁFEGO DE DADOS NA INTERNET AUMENTOU 26,7% EM 2021

O tráfego no acesso à Internet por banda larga aumentou 26,7% em 2021, um “ritmo semelhante” ao verificado antes do aumento extraordinário de 60,6% em 2020, devido ao confinamento, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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O tráfego no acesso à Internet por banda larga aumentou 26,7% em 2021, um “ritmo semelhante” ao verificado antes do aumento extraordinário de 60,6% em 2020, devido ao confinamento, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“O volume de tráfego associado ao acesso à Internet por banda larga alcançou os 12,8 mil milhões de GB [gigabytes], tendo crescido 26,7%, um ritmo semelhante ao verificado antes do período de confinamento devido à pandemia covid-19, em que ocorrera um aumento extraordinário do volume de tráfego devido sobretudo à massificação do teletrabalho e do acesso intenso à internet nesse período (+60,6% em 2020 e +28,7% em 2019)”, apontam as ‘Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2021’ do INE.

Em 2021, o número de acessos à Internet aumentou 3,7% (+4,9% em 2020), atingindo 4,31 milhões, e os acessos por fibra ótica “continuaram a crescer a um ritmo assinalável (+12,8%), ainda que ligeiramente inferior ao do ano anterior (+14,1% em 2020)”.

Segundo o instituto estatístico, contrariamente aos transportes, que no ano passado ainda não tinha recuperado totalmente da crise pandémica, o setor das comunicações “saiu reforçado” da pandemia, com “acréscimos continuados das principais variáveis financeiras”.

Assim, o volume de negócios do setor somou 7.800 milhões de euros, aumentando 7,5% face ao ano anterior (+9,5% em 2020; +17,7% face a 2019), com a componente de telecomunicações a crescer 5,5% (+11,0% em 2020; +17,1% comparando com 2019), correspondendo a 6.500 milhões, e a componente de atividades postais a subir 18,9% (+1,8% em 2020; +21,0% face a 2019).

Já o Valor Acrescentado Bruto (VAB) cresceu ainda mais em 2021 do que em 2020, aumentando 9,4% após uma subida de 3,3% em 2020.

Em 2021, o serviço telefónico fixo com acesso direto registou 4,3 milhões de clientes, aumentando 2,0% face ao ano anterior, e o número de acessos telefónicos continuou a crescer (+2,0%; +2,4% em 2020), atingindo 5,3 milhões de acessos.

Segundo o INE, o tráfego de voz com origem na rede móvel registou um crescimento de 6,5% em número de chamadas (-4,5% em 2020), para 11,0 mil milhões e de 4,6% no número de minutos (+16,4% em 2020), para 35,4 mil milhões.

O tráfego internacional registou uma diminuição em chamadas (-1,6%) e em minutos (-1,1%) e o tráfego de mensagens escritas (SMS) continuou a diminuir (-5,8%; -22,6% no ano anterior), para 10,7 mil milhões de mensagens.

Em 2021, o número de assinantes do serviço de televisão por subscrição continuou a crescer (+3,0%, +3,9% em 2020), atingindo 4,4 milhões de assinantes.

O serviço com tecnologia de fibra ótica (FTTH), tal como no ano anterior, foi o único a registar um aumento de subscritores (+13,3%; +14,4% em 2020) e representou 56,9% do total, com 2,5 milhões de assinantes.

Quanto à rede postal nacional, cresceu 1,7%, após o crescimento de 8,3% em 2020, sendo composta por 15.047 pontos de acesso.

“Com mais oito novos estabelecimentos, as estações de correio cresceram 1,4% (+4,3% em 2020) para 570 estações enquanto, em sentido inverso, os postos de correio diminuíram 1,0% (-1,5% em 2020) para 1786 postos, traduzindo-se numa diminuição de 18 postos. O tráfego postal diminuiu 2,9% em 2021 (-12,0% em 2020; -14,6% face a 2019), tendo sido expedidos cerca de 586 milhões de objetos”, detalha o INE.

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PRÉMIO DISTINGUE INVESTIGAÇÃO SOBRE CANCRO E DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

O Prémio Maria de Sousa, destinado a jovens cientistas portugueses na área da saúde, distingue em 2022 projetos de investigação sobre cancro, doenças neurodegenerativas, funcionamento do cérebro e saúde nas cidades, anunciou hoje a organização.

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O Prémio Maria de Sousa, destinado a jovens cientistas portugueses na área da saúde, distingue em 2022 projetos de investigação sobre cancro, doenças neurodegenerativas, funcionamento do cérebro e saúde nas cidades, anunciou hoje a organização.

Ao todo foram distinguidos cinco projetos, cada um financiado com 30 mil euros.

O prémio, instituído em homenagem à imunologista Maria de Sousa, que morreu com covid-19 em 2020, aos 80 anos, é promovido pela Ordem dos Médicos e pela Fundação Bial, que divulgaram em comunicado os galardoados, todos mulheres.

As premiadas são Sandra Tavares (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto – i3S), Ana Melo (Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e Desenvolvimento), Ana Rita Queiroz da Cruz (Fundação Champalimaud), Carina Soares-Cunha (Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho) e Daniela Rodrigues (Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra).

Sandra Tavares, do i3S, propõe-se identificar proteínas que estão envolvidas no desenvolvimento de metástases (tumores secundários que se disseminaram a partir de um primário) no cancro da mama triplo-negativo, um dos mais agressivos.

Com este trabalho, a investigadora pretende descobrir uma melhor estratégia de tratamento, menos tóxica e debilitante para os doentes.

O estudo liderado por Ana Melo, da Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e o Desenvolvimento, vai focar-se na proteína `tau`, cuja “deposição de agregados no sistema nervoso central está associada” a diversas doenças neurodegenerativas, como a de Alzheimer, a forma mais comum de demência.

Ana Rita Queiroz da Cruz, da Fundação Champalimaud, irá “investigar a possibilidade de vesículas extracelulares protegerem as células cancerígenas da ação do sistema imunitário”. As vesículas extracelulares são partículas muito pequenas libertadas pelas células.

Num trabalho anterior, o grupo da investigadora descobriu que as vesículas libertadas por células de cancro da pele apresentam uma proteína recetora “que reconhece uma proteína anticancerígena que é produzida por células do sistema imunitário”.

A cientista Carina Soares-Cunha, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho, propõe-se identificar os genes e a função dos neurónios (células) do cérebro envolvidos na capacidade de as pessoas “associarem pistas existentes no ambiente à sua volta, como sons, cheiros ou imagens, a recompensas, como comida ou água, ou a perigos”.

A investigação “irá permitir compreender melhor o funcionamento do cérebro e usar estes marcadores genéticos ou funcionais para, no futuro, os explorar em terapias genéticas direcionadas para doenças psiquiátricas com alterações do circuito de recompensa do cérebro”.

A equipa de Daniela Rodrigues, que trabalha no Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra, vai avaliar a forma como os estudantes desta universidade “experienciam e interagem com o ambiente à sua volta”, um trabalho cujos resultados “deverão incentivar o desenho de estratégias de promoção de saúde” nas cidades.

Os vencedores da segunda edição do Prémio Maria de Sousa voltaram a ser selecionados por um júri presidido pelo neurocientista Rui Costa.

A iniciativa, financiada pela Fundação Bial (ligada à farmacêutica Bial), destina-se a cientistas portugueses, até aos 35 anos, com projetos de investigação na área das ciências da saúde e inclui um estágio num centro de investigação internacional considerado de excelência.

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Prémio Maria de Sousa 2022 distingue investigação sobre cancro e doenças neurodegenerativas

 

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