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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

UNIVERSIDADE DO MINHO TEM TRÊS DOS CIENTISTAS MAIS CITADOS NO MUNDO

A Universidade do Minho tem três cientistas entre os mais citados no mundo por outros investigadores – António Vicente e José António Teixeira, do Centro de Engenharia Biológica (CEB), e Rui L. Reis, do Grupo 3B’s.

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A Universidade do Minho tem três cientistas entre os mais citados no mundo por outros investigadores – António Vicente e José António Teixeira, do Centro de Engenharia Biológica (CEB), e Rui L. Reis, do Grupo 3B’s.

A confirmação é dada hoje pela lista Highly Cited Researchers 2023, da consultora norte-americana Clarivate Analytics, que inclui 6849 cientistas de 67 países, sendo 19 deles em Portugal. O ranking incide no período 2012-2022 e apenas sobre os artigos altamente citados, que representam 1% do que se publica no mundo e para 21 áreas de conhecimento.

A dupla do CEB e da Escola de Engenharia da UMinho surge pelo sexto ano consecutivo nesta lista. António Vicente, na área das ciências agrárias, teve os seus artigos citados 19.011 vezes e está ligado a inovações como ecoembalagens, compostos funcionais e bioativos e nanossistemas para aplicações alimentares. José António Teixeira, na área cross-field, é um nome ímpar na biotecnologia industrial e biotecnologia alimentar, tendo várias distinções e 31.247 citações dos seus artigos.

Rui L. Reis surge pelo segundo ano na área cross-field, somando 62.905 citações dos seus artigos. O presidente do Instituto 3B’s e responsável do laboratório associado ICVS/3B’s é uma referência em biomateriais, engenharia de tecidos e medicina regenerativa, com diversos prémios e cargos internacionais.

O Highly Cited Researchers 2023 inclui, aliás, mais três alumni da UMinho em ciências agrárias/cross-field: Isabel Ferreira, Manuel Simões e Miguel Ângelo Cerqueira.

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As análises bibliométricas da lista foram realizadas pelo Instituto de Informação Científica do grupo Web of Science, que “pesou” os artigos científicos da mesma coorte anual, retirando a vantagem da citação de artigos mais antigos perante os mais recentes. Os países mais representados no ranking são os EUA (2669 cientistas, 38% do total), China (1275), Reino Unido (574), Alemanha (336) e Austrália (321). Portugal ocupa o 27º lugar no mundo (era 26º). A lista inclui diversos Prémios Nobel e a instituição com maior volume de cientistas é a Academia Chinesa de Ciências (270), seguida pelas universidades de Harvard (237) e de Stanford (126).

As citações são um dos critérios mais utilizados para produzir rankings de instituições de ensino superior e demonstram a influência significativa de um grupo de investigadores entre os seus pares.

Há um mês, foi também publicada a lista World’s Top 2% Scientists 2023, do grupo editorial Elsevier, havendo 65 cientistas da UMinho entre os 200 mil cientistas mais influentes do mundo.

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COIMBRA: UNIVERSIDADE LANÇA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM TERAPIA GENÉTICA

A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

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A Universidade de Coimbra anunciou hoje a criação do primeiro centro de investigação dedicado à terapia génica do país, que servirá para desenvolver tratamentos para doenças graves e sem tratamento, representando um investimento de 38 milhões de euros.

“Este é o primeiro centro de investigação e inovação na área da terapia génica do país, que vai dedicar-se às doenças graves e sem tratamento, sobretudo doenças raras, com condições para a realização de ensaios clínicos e produção de medicamentos”, evidencia.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra (UC) explica que o GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica em Portugal vai ser financiado, ao longo de seis anos, com 38 milhões de euros, provenientes de financiamentos europeus e nacionais.

“O GeneT pretende ser um farol de excelência em investigação e desenvolvimento nesta área tão promissora, tirando partido de um ecossistema privilegiado que reúne academia, clínica e indústria”, acrescenta.

Segundo a UC, o novo centro de investigação de Terapia Génica em Portugal vai ser liderado por Luís Pereira de Almeida, docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, presidente do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC-UC) e coordenador do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB).

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“Espera-se que o GeneT venha a ter um impacto significativo na saúde pública portuguesa, ao permitir o desenvolvimento de novas terapias para doenças graves e sem tratamento, e que venha a ser um exemplo do potencial da investigação científica para melhorar a vida das pessoas”, refere.

O GeneT vai ser financiado pela Comissão Europeia, com 15 milhões de euros, no âmbito do concurso Teaming for Excellence do programa Horizonte Europa, e pelo Governo português, que vai igualar o financiamento europeu.

O projeto conta também com o financiamento do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de várias entidades do setor da indústria e saúde.

Vai colaborar com o Gene Therapy Innovation and Manufacturing Centre, da Universidade de Sheffield (Reino Unido), e o Finish National Virus Vetor Laboratory, da Universidade da Finlândia Oriental, instituições pioneiras no desenvolvimento de terapia génica.

Envolverá ainda várias estruturas da Universidade de Coimbra, tais como o Centro de Neurociências e Biologia Celular, o Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, as Faculdades de Farmácia, Medicina e Ciências e Tecnologia.

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A terapia génica traduz-se numa abordagem terapêutica de ponta capaz de desenvolver novas terapêuticas para diversas doenças, especialmente patologias raras, muitas vezes hereditárias, tendo já “provado ter um enorme impacto na vida das pessoas, reduzindo o sofrimento e mortalidade”.

É também uma área “com grande potencial de desenvolvimento”, sobretudo no que respeita “à dimensão translacional, que permite que o conhecimento científico seja aplicado na parte clínica”.

A terapia génica tem vindo a revolucionar o tratamento e a progressão de doenças raras, permitindo tratamentos curativos em muitos casos após uma única administração.

Entre os exemplos estão o tratamento e a progressão de doenças neuromusculares ou oftalmológicas, como a Atrofia Muscular Espinhal ou a Amaurose Congénita de Leber.

Existem sete mil doenças raras, 80% destas genéticas, que afetam 6% da população mundial.

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Destas, 95% não têm terapia eficaz, existindo no mercado apenas 13 produtos de terapia génica para o tratamento de doenças.

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AVEIRO: UNIVERSIDADE PREMIADA PELA APLICAÇÃO DA IA À INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA

Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

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Uma equipa do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) da Universidade de Aveiro, venceu uma das duas categorias do concurso BioASQ, revelou hoje fonte académica.

O concurso, que alia a inteligência artificial (IA) à investigação biomédica, é organizado pelo Demokritos NCSR (National Center for Scientific Research), da Grécia, e tem como patrocinadores a Google, a Elsevier, e a Ovid.

Os participantes são desafiados a desenvolver sistemas de IA capazes de compreender e analisar vastas coleções de texto biomédico e responder a perguntas complexas, úteis para os especialistas biomédicos.

“Na prática, os trabalhos a concurso pretendem criar algo semelhante ao ChatGPT, mas só com informação da PubMED, um motor de pesquisa na área das ciências da vida e biomedicina”, explica Tiago Almeida, da equipa do IEETA.

Segundo a mesma fonte, a BioASQ é uma competição de referência nessa área científica, que estabelece o padrão global para os avanços em IA aplicados à literatura biomédica.

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“Esta vitória destaca o envolvimento dedicado da equipa numa das principais competições internacionais de Inteligência Artificial (IA) e processamento biomédico de linguagem natural (PNL)”, consideram os vencedores.

Segundo Richard Jonker e Roshan Poudel, também membros da equipa, “os avanços registados na IA para a pesquisa de informação biomédica e a resposta a perguntas são muito promissores para aplicações no mundo real”.

Dão como exemplo a melhoria dos sistemas de informação médica e a ajuda no diagnóstico avançado de cuidados de saúde.

“Isto poderá revolucionar a forma como os profissionais de saúde acedem e utilizam a informação, melhorando os cuidados aos doentes e as metodologias de investigação”, frisam.

Numa das categorias a concurso participaram nove equipas com um total de 27 sistemas, e na outra participaram 16 equipas, com um total de 59 sistemas em avaliação.

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