A greve dos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para esta quinta e sexta-feira foi desconvocada pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF. A decisão acontece depois de o Governo ter autorizado, através do ministério das Finanças, a contratação de 100 inspectores e da reunião do sindicato com ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa:
“O sindicato entendeu os esforços realizados no sentido de reforçar os recursos humanos do SEF, nomeadamente através da autorização, hoje concedida pelo Ministério das Finanças, para a abertura de um procedimento concursal com vista ao recrutamento externo de 100 novos inspectores, que acresce ao concurso interno que já permitiu este ano dotar o SEF de 45 novos inspectores”, anunciou o MAI em comunicado.
“A este concurso juntam-se outros dois, de 45 elementos cada, com os quais o SEF vai ver reforçado o seu quadro de pessoal da CIF em 235 novos inspetores”. O ministério agiu, assim, face à possibilidade de a greve causar grandes perturbações nos aeroportos portugueses, especialmente tendo em conta que o verão é uma altura de grande afluência de turistas a Portugal.
Esperava-se que a paralisação causasse perturbações em locais de maior tráfego de passageiros, como os aeroportos, de Lisboa, Porto e Faro, como explicou o presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Acácio Pereira, ontem em entrevista à agência Lusa.
“Quanto à Portaria de Prevenção e Piquete, a mesma por razões legais não pode ser agora aprovada, mas no quadro da Lei do Orçamento de Estado para 2018, o Governo proporá à Assembleia da República o desbloqueamento da limitação legal”, acrescentou o MAI. “Em relação ao estatuto, o início das negociações terá lugar, nos termos da lei, a partir do final do próximo mês”.
O protesto tinha sido convocado pelo sindicato devido à falta de meios humanos e informáticos, sendo que exigem a abertura imediata de concurso externo de admissão para 200 novos inspetores. Rever e modernizar o Estatuto de Pessoal do SEF e obter públicas garantias da ministra da Administração Interna sobre o aumento da capacidade operacional do SEF eram outras das reivindicações.

