O primeiro-ministro Luís Montenegro apelou à responsabilidade dos partidos da oposição na discussão do Orçamento do Estado, sublinhando a necessidade de garantir a estabilidade política no país. Na abertura do Conselho Nacional do PSD, garantiu que a proposta será rigorosa e enxuta, aberta a contributos que não a venham a descaracterizar.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apelou esta terça-feira à noite à responsabilidade dos partidos da oposição parlamentar na apreciação da próxima proposta de Orçamento do Estado, vincando que Portugal precisa de estabilidade institucional e de condições políticas para cumprir a atual legislatura. Na intervenção de abertura da reunião do Conselho Nacional do Partido Social Democrata, o governante afirmou que o executivo levará ao parlamento um documento desenhado à imagem dos compromissos da coligação governamental, caracterizando-o como um orçamento rigoroso e enxuto.
O chefe do Governo declarou que o debate na Assembleia da República deve constituir uma oportunidade para acolher contributos construtivos e propostas de aperfeiçoamento. No entanto, deixou o aviso inequívoco de que a discussão na especialidade não pode servir para desvirtuar ou alterar a matriz estrutural das opções orçamentais da governação. Montenegro sublinhou que os tempos atuais exigem sentido de responsabilidade e ponderação, repudiando cedências a aventuras financeiras que prejudiquem a execução prevista.
No domínio económico e social, o primeiro-ministro não afastou a hipótese de desenhar apoios públicos complementares caso o encarecimento do custo de vida continue a pressionar os agregados familiares. Contudo, ressalvou que qualquer intervenção estatal futura terá de ter um desenho financeiro estritamente sustentável para não onerar o país.

