Afinal, como apareceu o Dia das mentiras ? A associação do 1.º de abril ao reino da mentira tem uma origem simples: foi nesse dia, em 1890, que morreu Carlo Collodi, o criador do Pinóquio.
Ao associar-se a data à história do rapaz que via o nariz crescer sempre que escapava à verdade, pretendeu-se, assim, enaltecer a genial criação do autor italiano, capaz de resistir à passagem dos anos, e, ao mesmo tempo, celebrar a altura em que todos poderiam expressar a sua faceta mais inventiva, mentindo descaradamente ou simplesmente pregando partidas a amigos e familiares.
Em Portugal, por sua vez, foi precisamente nesse dia que se realizou a primeira sessão legislativa, coincidência logo aproveitada pelo povo para invetivar os representantes da nação, sempre tidos em pouca conta pelos estratos mais desfavorecidos.
Na realidade, as explicações atrás descritas são puramente fantasiosas – Collodi morreu, sim, mas a 26 de outubro de 1890; enquanto a primeira sessão legislativa ainda não terminou, já que o cumprimento efetivo da Constituição continua a ser uma miragem -, mas um artigo sobre o 1.º de abril que não contivesse sequer umas mentira(zinha)s seria indigno desse nome…


