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CENTROS DE INSPECÇÃO AUTOMÓVEL EXIGEM AOS POLÍTICOS ‘MAIS ATENÇÃO’ À SINISTRALIDADE

A Associação Nacional de Centros de Inspeção Automóvel (ANCIA) defendeu esta quinta-feira “um tratamento excecional” para travar a sinistralidade rodoviária, considerando que os partidos políticos devem incluir nos programas para as eleições legislativas ações preventivas para diminuir as vítimas mortais.

“Face aos números agora reportados, entende a ANCIA que se justificaria um tratamento excecional destas matérias no plano político, incentivando todos os partidos de governo a incluir nos seus programas eleitorais disposições e promessas de ação política que garantam, pós-eleições, uma ação efetiva no controlo do fenómeno das mortes rodoviárias em Portugal”, refere em comunicado aquela associação.

O comunicado da ANCIA surge após ter sido divulgado o relatório de 2018 da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) relativo aos mortos a 30 dias, indicando que se registaram 675 vítimas mortais, o número mais elevado desde 2012.

Em relação a 2017, o número de mortos a 30 dias aumentou 12,1% no ano passado, mais 73 vítimas mortais.

Para a ANCIA, os líderes das principais forças políticas deviam proferir “declarações claras e construtivas sobre este tão pertinente tema”.

A associação considerou também “urgente concentrar esforços de prevenção e repressão em alguns fenómenos específicos que, pela sua específica natureza e perigosidade, constituem uma ameaça aos objetivos de fazer diminuir as perdas de vidas e os danos de saúde provocados pela sinistralidade rodoviária em Portugal”.

A ANCIA sublinhou que “o país voltou a uma tendência negra e aflitiva de crescimento do número de acidentes e mortes nas estradas.

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