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A “INDÚSTRIA” DAS BARRIGAS DE ALUGUER “INVESTE” EM PORTUGAL

Clínicas recebem contactos de agências estrangeiras, que oferecem valores na ordem dos 40 mil dólares (cerca de 32 mil euros) a mulheres que aceitem ser barriga de aluguer, avança uma investigação do jornal Público.

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Pelo menos seis centros de procriação medicamente assistida em Portugal receberam contactos de empresas estrangeiras que têm serviços de barrigas de aluguer a “anunciar” o seu negócio. Em Portugal, a lei permite a gestação por substituição apenas por altruísmo e, devidamente, autorizada por equipas do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.

Em Portugal, a lei permite a gestação de substituição a casais heterossexuais e casais de duas mulheres que não tenham útero ou apresentem lesões que impossibilitem gerar uma gravidez ou em situações clínicas que o justifiquem, mas proíbe a gestação a troco de dinheiro.

O jornal Público contactou 13 centros autorizados pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), seis dos quais disseram ter recebido contactos nesse sentido, mas todos garantiram que não deram seguimento aos pedidos.

A lei estipula “a gratuitidade do negócio jurídico e a ausência de qualquer tipo de imposição, pagamento ou doação por parte do casal beneficiário”.

A Agência Internacional de Doação de Óvulos e Barriga de Aluguer, sediada na Califórnia, admite estar a instalar-se em Portugal e andar à procura parceiros, para que possa “recomendar clínicas e doutores especializados”, visto “que as leis foram modificadas recentemente”

Esta instituição oferece 40 mil dólares (cerca de 32 mil euros) a quem se candidate a ser barriga de aluguer. Entre os vários requisitos está o de ser mãe de pelo menos um filho e ter entre 21 e 39 anos, bem como não ter doenças mentais ou dependências de droga e álcool.

Segundo o referido jornal, numa empresa semelhante a operar na Ucrânia, um orçamento para um programa de barriga de aluguer que inclui a fertilização in vitro gira entre os 23 mil e os 50 mil euros.

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INTERNACIONAL

KAMALA HARRIS ESPERA NOMEAÇÃO DEMOCRATA CONTRA TRUMP

A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, afirmou hoje pretender “merecer e ganhar” a nomeação do Partido Democrata às eleições presidenciais e derrotar o republicano Donald Trump, após ter recebido o apoio do desistente Joe Biden.

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A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, afirmou hoje pretender “merecer e ganhar” a nomeação do Partido Democrata às eleições presidenciais e derrotar o republicano Donald Trump, após ter recebido o apoio do desistente Joe Biden.

“É uma honra receber a recomendação do Presidente e a minha intenção é merecer e ganhar esta nomeação”, disse Harris, numa declaração em que qualifica a decisão de Joe Biden abandonar a corrida de um “ato abnegado e patriótico”.

A desistência de Joe Biden a uma reeleição no cargo, hoje anunciada, acontece um mês antes da convenção dos Democratas, na qual deverá ser escolhido novo candidato. A convenção está marcada de 19 a 22 de agosto, em Chicago, e o que deveria ser uma confirmação de Joe Biden na corrida à Casa Branca transformou-se num “concurso aberto”, como escreveu a Associated Press, no qual 4.700 delegados vão votar num candidato para defrontar o republicano Donald Trump nas presidenciais de novembro.

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EUA: JOE BIDEN DESISTE DA REELEIÇÃO

O Presidente norte-americano, Joe Biden, o mais velho na história do país, desistiu da corrida às eleições presidenciais de novembro, justificando que a sua saída era do interesse do Partido Democrata e do país.

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O Presidente norte-americano, Joe Biden, o mais velho na história do país, desistiu da corrida às eleições presidenciais de novembro, justificando que a sua saída era do interesse do Partido Democrata e do país.

O líder da Casa Branca tem 81 anos e a sua condição de saúde foi questionada, nomeadamente após um debate desastroso com o candidato republicano Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a aptidão do atual Presidente para o cargo, quando faltam apenas quatro meses para as eleições.

A decisão de abandonar a corrida surge após uma pressão crescente dos aliados democratas de Biden para que este se afaste após o debate de 27 de junho, no qual o Presidente de 81 anos deu algumas vezes respostas sem sentido e não conseguiu chamar a atenção para as muitas falsidades do antigo presidente.

Biden apoiou a vice-presidente Kamala Harris, de 59 anos, para enfrentar Trump e encorajou o seu partido a unir-se em torno dela.

Joe Biden, que em janeiro de 2021 se tornou o Presidente mais velho na história dos Estados Unidos, aos 78 anos e 61 dias, anunciou em abril a sua recandidatura ao cargo, depois de quatro anos de uma liderança algo conturbada, anunciando aos 80 anos que tinha intenção de se manter no cargo até 2029.

Eleito em 1972 senador do Delaware pelo Partido Democrata, Joseph Robinette Biden Jr. teve desde cedo um diálogo com comunidades afro-americanas.

O “assalto” à Casa Branca ocorreu em três ocasiões: 1988, quando fracassou devido a acusações de plágio, 2008, quando acabou como ‘vice’ de Barack Obama, e, finalmente, em 2020, acabando por vencer o Presidente incumbente, Donald Trump.

Biden foi eleito em 2021 ao lado de Kamala Harris, a primeira mulher negra e de ascendência sul-asiática na vice-presidência.

Uma compilação de sondagens publicada pela RealClearPolitics dá a a Trump 47,7% contra 44,7% do seu potencial adversário democrata, com base na média de uma dezena de sondagens concluídas entre 02 e 18 de julho, resultado que está em linha com a distância adquirida por Trump após o debate televisivo entre ambos no final do mês passado.

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