A reorganização dos serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde terá a duração estimada de cerca de um ano, tendo as primeiras diretrizes apresentação prevista até ao final de novembro. O anúncio foi feito esta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no concelho de Sintra.
O anúncio de Ana Paula Martins foi feito à margem da cerimónia de inauguração do Hospital Lusíadas Beloura, no concelho de Sintra, momento em que a governante sublinhou a necessidade de otimizar a malha hospitalar pública. Conforme explicou a ministra da Saúde, o trabalho inicial está a cargo de um grupo restrito de peritos e especialistas, cujas propostas serão colocadas em audição pública para acolher contributos técnicos antes da implementação da nova arquitetura regional de urgências.
O plano delineado pelo Ministério da Saúde baseia-se na concentração orientada e racional de recursos humanos e equipamentos diferenciados, visando atenuar as assimetrias territoriais e reduzir os tempos de espera na resposta clínica urgente. A ministra apontou como modelo operacional as soluções adotadas este ano nas áreas de obstetrícia e ginecologia em Loures e na Península de Setúbal, que permitiram estabilizar equipas e conferir previsibilidade às escalas médicas.
Esta medida dá seguimento ao despacho ministerial publicado em junho, que determinou a revisão exaustiva do funcionamento dos mais de 160 serviços de urgência ativos em Portugal continental. O projeto prevê a criação de polos centralizados em especialidades médicas e cirúrgicas que exigem maior massa crítica, promovendo uma maior cooperação entre as Unidades Locais de Saúde para salvaguardar a segurança e a equidade no acesso aos cuidados hospitalares.

