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O QUE É QUE AS MULHERES REALMENTE PROCURAM?

Agora que a autonomia financeira da mulher atingiu patamares nunca antes vistos em décadas precedentes, chegou a hora de as marcas pensarem exclusivamente nelas. Muitas já o fazem!

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Os serviços exclusivos para mulheres estão aí e não param de aumentar. “O marketing sempre teve de segmentar o mercado para poder criar estratégias e direcionar o produto a um grupo específico. Mas, para mim, não faz sentido existir um marketing só para mulheres”, referiu à Saber Viver, Isabel Romão, docente no IPAM, escola de ensino superior especializada em gestão de marketing, com escolas em Lisboa, Aveiro e Porto.

“Até porque um produto ou marca que seja lançado só para o sexo feminino pode vir a sentir mais tarde a necessidade de alargar as suas vendas a outros segmentos”, justifica a especialista. Na mesma altura, Margarida Calado, da Webuild Creativity, contava que, por tradição, o marketing sempre foi mais direcionado para o homem. Contudo, esta tendência tem vindo a inverter-se desde que a mulher passou a participar ativamente na compra.

“Cada vez mais, as marcas procuram adaptar a comunicação ao target”, sublinha. A preocupação que acaba por ter implicações.

“Não é, por isso, de estranhar que os bancos, por exemplo, invistam em produtos exclusivos para o universo feminino, que algumas marcas da indústria automóvel lancem modelos de carros para mulher ou que os serviços de marketing comecem a apostar cada vez mais neste público”, acrescentou ainda Margarida Calado em declarações à revista.

O (muito) que tem vindo a mudar:

A estratégia não é de agora. A OK! Seguros lançou a OK! Mulher, em 2006, para responder às necessidades das mulheres com carta de condução que assumem, cada vez mais, uma vida pessoal e profissional ativa, como justificou publicamente, em 2012, na condição de diretor de marketing, Sérgio Carvalho. “Desde o lançamento do OK! Mulher, mantemos uma adesão na ordem dos 15% a 20% da carteira em apólices novas para condutoras”, garantia.

“As mulheres estão cada vez mais conscientes do seu valor na sociedade e conquistaram o seu espaço e a sua autonomia no seio familiar, fazendo já parte integrante das tomadas de decisão a todos os níveis”, dizia ainda. Andreia Augusto, enquanto diretora comercial da Vibo Viagens Expo Sul, agência de viagens para mulheres, sublinha que o facto de terem um alvo de mercado direcionado para ao sexo feminino tem uma justificação.

Está diretamente ligado ao seu poder de decisão, à sua capacidade de compra e ainda à percentagem de mulheres que viajam em grupo ou sozinhas, uma tendência que também tem vindo a crescer nos últimos anos. “Encontrámos três nichos”, esclarecia na altura. “As viagens de despedida de solteira, de amigas com carácter regular, que acontecem duas vezes por ano e as de mulheres que optam por viajar sozinhas”, explicou em entrevista.

Produtos de inspiração feminina:

Algumas marcas criam produtos ou comercializam-nos inspirando-se na mulher contemporânea, que percecionam como ativa, independente e fã da tecnologia. Dos muitos exemplos que poderiam ser apresentados, elegemos três. Um deles é o Alfa Romeu Giulietta. No anúncio publicitário a este automóvel, Uma Thurman dá vida a Giullietta, o modelo que marca lançou para “não ser igual a todos os outros”. Fluidez, elegância e fiabilidade foram as palavras de ordem mais ligadas à comunicação.

A HTC lançou, em tempos, um smartphone que tem como alvo principal as mulheres. O O HTC Rhyme veste-se de cor de rosa escuro e tem um talismã cor de rosa no canto inferior, com uma luz que acende quando existem chamadas não atendidas ou mensagens de texto por ler. Outro exemplo é a pen USB com cristais, lançada pela Active Crystals da marca Swarovski, para mostrar que até uma simples pen para armazenamento de dados pode ter glamour.

Silhouette of six young women, walking hand in hand

DINHEIRO & CARREIRA

 

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HOMENS SÃO MAIS AFETADOS POR DOENÇAS QUE LEVAM À MORTE PREMATURA – ESTUDO

Um estudo hoje divulgado sugere diferenças substanciais entre homens e mulheres no que toca à saúde, com os homens a serem afetados por doenças que conduzem mais à morte prematura.

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Um estudo hoje divulgado sugere diferenças substanciais entre homens e mulheres no que toca à saúde, com os homens a serem afetados por doenças que conduzem mais à morte prematura.

O estudo, divulgado na publicação médica The Lancet Public Health, baseou-se em dados globais de 2021 para comparar o número de anos de vida perdidos – devido a doença e a morte prematura – para 20 das principais causas de doença em homens e mulheres com mais de 10 anos.

A análise estima que o peso para 13 dessas 20 principais causas de doença, incluindo covid-19, lesões na estrada e problemas cardiovasculares e respiratórios, era em 2021 mais elevado em homens do que em mulheres.

Nos homens, a perda de saúde reflete-se sobretudo em patologias que levam mais à morte prematura, como cancro do pulmão, problemas cardíacos e doença renal crónica, segundo o estudo.

Por oposição, as mulheres, que tendem a viver mais tempo, são afetadas por doenças ou incapacidades que se arrastam ao longo da vida, como dor lombar, dor de cabeça, depressão, ansiedade, doença de Alzheimer e outras demências.

A análise feita exclui problemas de saúde específicos do sexo, como cancros da próstata e doenças ginecológicas, mas avalia as diferenças entre homens e mulheres afetados pelas mesmas patologias.

De acordo com os autores do trabalho, as diferenças entre homens e mulheres à escala global no que concerne à saúde foram consistentes desde 1990, excetuando para algumas doenças como a diabetes, cujo diferencial quase triplicou, atingindo mais os homens do que as mulheres.

“O desafio, agora, é conceber, aplicar e avaliar formas de prevenir e tratar as principais causas de morbilidade e mortalidade prematura, baseadas no sexo e no género, desde tenra idade e em diversas populações”, assinalou, citada em comunicado, uma das autoras do estudo, a epidemiologista brasileira Luísa Sorio Flor, do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, Estados Unidos.

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ESTUDO REVELA ALTERAÇÕES CELULARES E MOLECULARES RESULTANTES DO DESPORTO

Um novo estudo realizado por cientistas norte-americanos confirma que a atividade física provoca inúmeras alterações celulares e moleculares nos órgãos com benefícios para a saúde. Os benefícios do exercício físico para a saúde já eram bem conhecidos, mas ainda não está totalmente compreendido como alteram o corpo em nível molecular.

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Um novo estudo realizado por cientistas norte-americanos confirma que a atividade física provoca inúmeras alterações celulares e moleculares nos órgãos com benefícios para a saúde. Os benefícios do exercício físico para a saúde já eram bem conhecidos, mas ainda não está totalmente compreendido como alteram o corpo em nível molecular.

A nova pesquisa, publicada na revista Nature, foi realizada em ratos e foram estudados 19 órgãos. Os resultados demonstram que a resposta do corpo ao exercício prolongado é mais complexa e abrangente do que se pensava anteriormente. Segundo os autores, a atividade física prolongada nesses animais causou alterações profundas no RNA, nas proteínas e nos metabolitos de quase todos os tecidos, fornecendo pistas para muitas condições humanas.

Para chegar a estas conclusões, os cientistas utilizaram uma série de técnicas laboratoriais para analisar alterações moleculares em ratos submetidos a semanas de exercício intenso.

Os cientistas estudaram vários tecidos, como coração, cérebro e pulmões, e descobriram que cada um dos órgãos mudava com o exercício, ajudando o corpo a regular o sistema imunológico, a responder ao stress e a controlar vias relacionadas com doenças inflamatórias do fígado, doenças cardíacas e tecidos.

A investigação foi liderada pelo MoTrPAC (consórcio de transdutores de atividade física), e nela participaram cientistas do Instituto Broad – Instituto Tecnológico do Massachusetts e da Universidade de Harvard – bem como da Universidade de Stanford e dos institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos.

“Este é o primeiro mapa de um organismo inteiro que analisa os efeitos do treino em vários órgãos. Os recursos obtidos serão extremamente valiosos e já produziram muitas perspetivas biológicas potencialmente novas para exploração adicional”, enfatizou Steve Carr, do Broad.

De acordo com Natalie Clark, cientista computacional do Broad, “há uma variedade de experimentações diferentes nos mesmos tecidos e isso deu uma visão global de como todas essas diferentes camadas moleculares contribuem para a resposta ao exercício”.

No total, foram realizados quase 10 mil testes para fazer cerca de 15 milhões de medições em sangue e 18 tecidos sólidos, explicou, em comunicado, o Broad Institute. Os cientistas descobriram que o exercício afetou milhares de moléculas, com as mudanças mais extremas ocorrendo na glândula adrenal, que produz hormonas que regulam muitos processos importantes, como imunidade, metabolismo e pressão arterial.

A pesquisa permitiu observar diferenças por sexo em diversos órgãos, principalmente em relação à resposta imunológica. A maioria das moléculas de sinalização imunológica exclusivas das mulheres mostraram alterações nos seus níveis entre uma e duas semanas de treino, enquanto as dos homens mostraram diferenças entre quatro e oito semanas.

Para sua surpresa, os cientistas encontraram um aumento na acetilação de proteínas mitocondriais, envolvidas na produção de energia, e num sinal de fosforização que regula o armazenamento de energia, tanto no fígado como no organismo, que muda durante o exercício.

Essas modificações poderiam ajudar o fígado tornar-se menos gorduroso e menos propenso a doenças através de exercícios, e poderiam oferecer um alvo para futuros tratamentos da doença hepática gordurosa não alcoólica.

“Embora o fígado não esteja diretamente envolvido no exercício, ele sofre modificações que poderiam melhorar a saúde. Ninguém imaginava que essas alterações de acetilação e fosforização ocorreriam após o treino”, afirmou Jean-Beltran, que resume: “O exercício é um processo muito complexo e isso é só a ponta do icebergue. Os autores, que disponibilizaram os dados a toda a comunidade científica, esperam que as suas descobertas possam um dia ser utilizadas para adaptar o exercício ao estado de saúde de cada pessoa ou para desenvolver tratamentos que imitem os efeitos da atividade física.

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